Azul cobalto. Os aeroportos são, porventura mais do que qualquer outro local físico do mundo em que vivemos hoje, o terreno privilegiado para o exercício da transitoriedade com tudo quanto implica de sabedoria no que respeita à capacidade de reconhecer pesos inúteis ou bagagens excessivas.
Pontos de partida e de chegada, fecham e abrem elos de comunicação sem que constituam, regra geral, lugares de história no sentido em que neles se procure expiação de pecados, troca de experiências ou memória de perdas do passado.
21 de agosto de 2004
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