um mundo imaginado pouco mais tenho que a bagagem digital no fundo escuro de um servidor escondido num sítio que não conheço. possuo assim um endereço privado em condomínio fechado mas tão acessível como os telefones do matrix. aí guardo as tuas fotos, a cópia fiel das tuas cartas e as horas precisas em que nasceram as emoções. tenho ainda as coordenadas exactas em que mudaram os ventos, marquei as marés ou segui as correntes que me afastaram de ti. sei quando olhei as estrelas ou preferi os desenhos das cartas astronómicas. contudo, não me separo do frasco do teu perfume remoto sem cópia de segurança.
25 de agosto de 2004
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