10 de fevereiro de 2004

Belle de Jour Walking through a tiled corridor to the District line at Monument yesterday. A busker was there, playing Dylaneque riffs on a guitar and making up lyrics about the people walking past.

and I said, my friend, there will be a woman / and she will walk by you / and you will know her by her white suit and pink shoes / there will be a beautiful woman

I couldn't help but smile, looking down at my shoes. Dusty pink peep-toed courts. Very 40's or 70's, depending on how you work them.

and my friend, you will know her / you will know this woman by her smile

I kept walking, but laughing the whole way, and looked back to grin at him before turning the corner.

(via 1976design.com)

3 de fevereiro de 2004

Abrupto Acrescento a minha perplexidade perante a natural aceitação por todos, autoridades e população, de que um jogo de futebol seja tratado quase como uma operação militar, como aconteceu no Porto-Sporting. É suposto ser um espectáculo desportivo, de paz e amizade, não é?
O Manancial da Noite Esquecidos por todos numa Tokyo em tudo diferente do Universo que conhecem, dois estranhos encontram-se no reflexo um do outro.
Lost in Translation é uma história sobre solidão, irrepreensivelmente orquestrada por Sofia Coppola, que consegue criar momentos brilhantes de humor da maior simplicidade e inteligência, com a 'ajuda' preciosa de um Bill Murray irónico e dormente, perfeito para o papel.
Terras do Nunca Karga tu
Chamem-me bota de elástico... mas acho aquele anúncio de telemóveis com o slogan «Karga nisso» de um valentíssimo mau gosto.
Alta Fidelidade TOP 5 de músicas para acordar após 3 horas de sono.

Nota: como devem calcular, são três horas de sono ao cabo das quais TÊM de acordar. Não o fazem por opção. Eis, pois, o factor de exigência deste TOP.
em segundo lugar, apenas foram consideradas as primeiras músicas de álbuns de estúdio.

1 - Wake up - Mad Season no álbum Above (fantástica!)
2 - Song to the Syren - This Mortal Coil no álbum It'll end in tears
3 - Old Gold Shoe - Lambchop no álbum Nixon
4 - Your day will come - Cousteau no álbum Cousteau
5 - Sleep - Azure Ray no álbum Azure Ray

2 de fevereiro de 2004

Formato 1 Lembro-me de quando a formiga-de-langton procurou um momento de tranquila placidez e omnisciência Zen. Explodiu. Prefiro retirar-me junto da paz dos meus livros. Adeus
Ponto & Vírgula Ponto da situação.

Vou a Madrid e já venho.
Liberdade de Express? Marcelo Clausewitz de Sousa

O comentário político não é mais do que a continuação da política por outros meios.
azuldomar O verdadeiro amor é uma amizade que se incendeia.

J. Taylor.

1 de fevereiro de 2004

Modus Vivendi A propósito do filme Lost in translation, escreve João Lopes*:
"(...) Lost in translation pertence a toda uma tendência contemporânea do cinema - e, importa não o esquecer, também de algumas formas de ficção televisiva - em que a valorização das emoções humanas se constitui como um valor fundamental. Trata-se de filmar olhares que, como este, nos dizem apenas que o amor existe. E que um ser pertence a outro apenas... porque sim."

* O amor existe, in DN, ed. de 24 de Janeiro 2004.
ABsurdo(.) 2dois dias seguidos com 100 visitas ao blogue deixam-me um pouco desconfortável.
na verdade, há 7sete meses que ando a blogar para mim e pouco mais… e sinto-me bem com a média de 40 visitas, sabendo que metade são minhas e as outras divididas por 5 ou 6 pessoas amigas. é bom blogar assim: na intimidade, no recanto de um qualquer sótão.
Sous les pavés, la plage! Ladrão de imagens

Enquanto meus alunos respondem às perguntas da prova roubo-lhes em desenho os rostos concentrados e, naquelas horas, indefesos.
ABRUPTO Nenhuma sociedade sobreviveria sem a mentira, porque a mentira protege. Mas os homens estão cada vez mais a permitir a generalização de tecnologias da “verdade”, sem perceber a disrupção que elas provocam. Telemóveis com GPS, com câmaras que filmam em tempo real. Continua a ser possível mentir com todos esses mecanismos, mas torna-se tecnologicamente mais difícil. Haverá excluídos da mentira, prisioneiros da verdade, com uma vida social mais pobre?
Azul cobalto. O prazer é o eco do encontro ao outro.

31 de janeiro de 2004

Classe Média Gosto de ler pedaços de vidas, résteas de emoções, migalhas de paisagens. Neste gosto por um certo voyeurismo bucólico, os fragmentos soltos vão-se unindo, ganhando aos poucos uma nova vida: a minha. São resgatados do limbo onde foram colocados após o abandono criativo.
Aviz De vez em quando descubro um blog que tem aquela frase, ou que vê aquele pormenor. Como isto não é uma batalha letal, não digo que eles estão certos — digo só que me juntei a eles, que os juntei nas minhas leituras, que me comoveram de alguma maneira.
Gatopardo Apesar do embaraço diário, de ler o que escrevi no dia anterior, posso continuar, sem medo de ser lido, a escrever para mim. Isto é liberdade total.
Deslizar no Sonho É a blogosfera uma aparente realidade ou uma virtual aparência daquilo que somos?
Ponto & Vírgula Descubro, no Aviz, uma denonimação curiosa para as surpresas que interrompem a paisagem da blogosfera – relâmpagos, chama-lhes o Francisco.

26 de agosto de 2003

Prazer_Inculto: O Correio da Manhã tem vindo a publicar as notícias sobre este processo, assinalando no canto superior esquerdo da página: 'Já só faltam 8 dias (7, 6...) para a audição das testemunhas'. O crónometro não pára.
Desde a Expo 98 que não víamos um espectáculo assim...

Escarnio e bem dizer: Abençoadas malas velhas esquecidas no fundo das gavetas que quase nunca abrimos...

A Natureza do Mal: Agosto é um mês de mentira. Mesmo os mortos de calor são mortos de fingir. Morreram porque eram velhos e pobres. O mapa do país ardido é o mapa de um país de pobres e de velhos.

Médico Explica Medicina a Intelectuais:
Na mensagem anterior, dizia 'Não posso esconder, que, sempre que certifico um óbito, penso no meu. Quando, como, onde? Quem me certificará o meu óbito?'

avatares de um desejo: Era parco nas notas, pouco solícito no contacto pessoal, mágico nas aulas. Falava três horas seguidas, sem intervalo, para não perder o fio -era raro alguém saír a meio. Quando começava era como se uma performance artística ocupasse a sala, o fim da aula era o fim do espectáculo.

Mar Salgado:: Os fenómenos de imitação e de rebanho existem com bastante maior frequência nos media tradicionais. Exemplo paradigmático é a discussão em curso nos jornais, a propósito do estudo do Instituto Ricardo Jorge sobre as mortes induzidas pelo calor. É um caso típico de agenda mediática importada.

monologo: acabo de ver 'O resgate do soldado Ryan' e ainda estou sobre 'o efeito mental do filme'. tenho esta capacidade de me deixar envolver, de ser influenciada, de ficar com a marca. do que acabo de ver, destaco como o que mais me marcou, a crueza das cenas de combate, a proximidade entre os soldados em confronto, o stress da batalha vivido até à exaustão física e psicológica.

Bicho Escala Estantes: Um dos divertimentos de interesse obscuro dos livreiros é pegar num livro completamente desconhecido do público, expô-lo ao pé das novidades e, assim, ver quanto tempo demora a ser comprado por um cliente incauto. Normalmente, as apostas entre colegas são do estilo 'Aposto que se vende até ao fim de semana' ao que se segue 'Queres apostar?'; 'Um café!' Aperto de mão. 'Um café!'.

Irreflex?es: Não me contento com o 'Eu prometo obviamente voltar muito antes dos trinta [anos].', eu sei - por aproximação mais ou menos exacta - a idade do Pedro Lomba. Daqui até aos 30 anos é tempo demais.

A aba de Heisenberg: Universal War One (UW1) é a banda desenhada mais relativística que conheço. Brinca com a curvatura do espaço-tempo como ninguém. A escala dos acontecimentos é colossal: no 1º volume os anéis de Saturno ficaram com um imenso buraco tipo queijo emmental, no 2º Urano foi serrado ao meio, no 4º volume, foi o fim da Terra.