18 de junho de 2004

Aviz E, portanto, o Aviz faz um ano, exactamente.
O Blog dos Putos País Portugal

A derrotar Espanhóis desde 1492.

15 de junho de 2004

Modus Vivendi Perder quem se ama de modo súbito deve ser o choque mais perturbador que se pode viver; saber aceitá-lo com resignação, coragem e noção de dever perante a memória de quem se perdeu é dar uma enorme lição de dignidade.
Terras do Nunca A democracia faz-se com quem está. Isto é, com quem vota.
No Arame Pior, a montanha abriu a boca e, em vez do rugido à leão justiceiro, emitiu um guinchar à rato Mickey, deixando sair pouco mais do que flatulências venenosas e inquinantes. E agora pergunta-se: porquê o Francisco Alves?
Blogue dos Marretas Apesar dos 34º de temperatura, as duas selecções nórdicas (Dinamarca e Suécia) jogaram abertamente ao ataque e correram imenso durante 90 minutos. Quando se gosta de jogar à bola, "estar adaptado ao clima" é uma minudência.
Ponto & Vírgula A um quarteirao (perdoar-me-ao a ausencia de acentos, mas a lingua destes gringos nao se coaduna com a nossa necessidade tonica) de Times Square e a dois do hotel, encontro um cybercafe disposto a acolher-me em fraccoes de meia hora. Tudo o que vi e vivi e muito mais do que uma pagina de web alguma vez podera contar, mas nao resisto a partilhar convosco um desabafo: .

(Isto sou eu sem palavras.)

Daqui a um par de dias regresso e quando tiver aterrado deixo aqui umas impressoes da viagem, sobretudo fotograficas. O mundo e mesmo uma aldeia, nao e?

14 de junho de 2004

O Olho do Girino Há vinte e quatro trânsitos de Venús atrás, Tales de Mileto, o primeiro filósofo, caiu num poço enquanto os seus olhos procuravam no ceú a razão do fenómeno que observava.

Classe Média Não consigo perceber se é mais parolo pendurar uma bandeira de Portugal na janela/carro, ou se achar que pendurar uma bandeira de Portugal na janela/carro é parolo.
Aviz SOBRE O FUTEBOLINHO DA SELECÇÃO. A selecção é uma equipa sem vícios: não bebe, não fuma e não joga.

11 de junho de 2004

Aviz Nos trópicos, a chuva continua. Mas à distância há um tom de tragédia, e não apenas pela morte de dois políticos como Sousa Francou ou Lino de Carvalho -- mais pela conjugação desse halo de tragédia e da festa que se aproxima ou se afasta. Essa contradição cria uma tensão estranha, difícil de explicar senão pelas suas coincidências. Ao longe, as coisas têm essa nitidez, pelo menos.
Causa Nossa Cruzei-me pessoalmente duas ou três vezes com o professor Sousa Franco. O suficiente para me dar conta do seu humor e gosto pelas coisas da vida, em total contraste com a sua figura pública de "político-à-moda-antiga" ou de "professor-de-indicador-sempre-no-ar". E é este contraste que a sua súbita morte em campanha sublinha. Afinal, cada vida é feita de muitas vidas. O professor, o estudioso, o homem dos relatórios e dos despachos encontrou a morte durante um acto de mais pura luta política. As suas últimas palavras públicas não foram sobre o Direito ou sobre a Economia, mas a propósito da necessidade de as pessoas e os grupos exprimirem as suas convicções. O FIM é uma fonte inesgotável para relermos as histórias desde o princípio. Não há dúvida de que uma vida é feita de muitas vidas.
O Projecto «Os que escolheram guiar os outros devem renunciar a todo o poder e a toda a riqueza, não devendo possuir senão o fato que levam vestido, nada mais, nem sequer a comida de amanhã. É assim que se poderá distinguir os sábios dos falsos devotos vendendores de crenças.»

Os Jardins de Luz, Amin Maalouf

9 de junho de 2004

Estrela Cansada Hoje foi daqueles dias históricos. Um dia que só temos uma vez na vida. Dormi mal só a pensar se pela manhã estaria bom tempo para ver Vénus em trânsito. Mas o dia nasceu límpido e sem nevoeiro. Um dia excelente para uma coisa destas.
Jaquinzinhos "Não ponho bandeiras na janela." - afirmei hoje aos meus companheiros de almoço. "Só se ganharmos!"

Chego a casa e vejo que os meus filhos penduraram uma bandeira na janela. Ganhámos à Suécia, não foi?
Hipatia Agora, regressando do irish countryside,
com os olhos cheios de verde, de mar, de vacas e de ovelhas, logo encontrei
um facto que noto ano a ano: os jacarandás floriram!
Trato-me por tu No deserto olha-se para o céu. Os cúmulos de nuvens fazem por parecer-se divindades e prestamos olhares comovidos e húmidos de lágrimas que teimam em não cair. Só caiem quando baixarmos os olhares à terra.
O deserto e o céu são figuras às quais facilmente atribuímos um rosto. Ou uma fachada. Mais difícil é escrevermos um nome ou uma morada.

7 de junho de 2004

Atrium A memória
Antes que o dia acabe, umas linhas sobre a passagem do 60º aniversário do desembarque na Normandia e sobre o lugar que a memória ocupa na nossa nova vivência social.

Dói-me Manhã em casa,vagueio de roupão pela sala. A Sara deixou panados de peru no frigorifico. Haverá pudim? Ontem havia...Formigueiro na perna esquerda.Estendo-me no sofá. A esta hora, milhões de improdutivos, sentados em milhões de secretárias, fingem que trabalham. Eu não finjo, sou doente. Doente mas lúcido. Merda! Sou lúcido!
Mood Swing Uma palavra para o senhor que aparece todo nu e com uma raquete na mão na página número dez do Guia de Praias 2004 da Visão: vergonha!