28 de fevereiro de 2005

Portugal dos Pequeninos Em certa medida, a "blogosfera" foi um dos vencedores das eleições de 20 de Fevereiro. Pela independência crítica, pela iconoclastia, pela ousadia e - por que não reafirmá-lo? - pelo combate dado ao horrível movimento crepuscular da coligação agora de saída. Por isso, vai ser muito interessante acompanhar os próximos tempos. Quem ficará por cá? Quem estará de saída? Quem é que fica embora mudando discretamente de "registo"? Em suma, quem é que se consegue manter fiel à sua matriz original?
Linha dos Nodos Normalidade
Depois de uns dias sem ler blogues constato que esta semana pôs toda a gente a escrever. E gente boa, gente válida, sim. O que obriga a um esforço redobrado para pôr a leitura em dia. (...) É agora que a coisa informe a que chamamos actualidade volta ao seu curso pachorrento?
What do you represent como é que se confirma se um blog secreto é "secreto"?
Vai-se ao technorati
Bomba Inteligente O destaque do bomba inteligente é uma forma de agradecimento e de festa.
Jornalismo e Comunicação O fenómeno Abrupto
O dia de ontem foi especial, aqui no "Jornalismo e Comunicação". Abruptamente, às 10h02, Pacheco Pereira entendeu abrir a comporta que dá acesso a este blogue e, de imediato, foram às centenas os que vieram à procura do post A venda da Lusomundo Media: mais do que um negócio. De um nível médio de visitas diárias que anda na ordem das 200, passou para mais de mil.

26 de fevereiro de 2005

A Fonte Errático até ao fim.
Aviz Santana é o símbolo da geração rasca do partido, o ponto mais alto da degradação a que o partido poderia ter chegado; a culpa pelo desaire não é apenas de Santana - mas do próprio partido que, maravilhado diante da possibilidade de tê-lo ao comando, lhe entregou tudo, lhe confiou tudo e não deu ouvidos aos avisos de gente experiente e séria;
Blasfémias Blogs com a vida mais difícil
Publico.pt vai ter acesso pago
País Relativo A candidatura de Luís Filipe Menezes tem uma enorme vantagem em relação à de Marques Mendes. É transparente. Para se conhecer o programa político do autarca de Gaia, não é preciso ler a sua moção de estratégia. Basta ler o Público de hoje: "O anúncio de candidatura foi feito perante uma plateia de desconhecidos. Na verdade, rostos reconhecíveis nacionalmente só os de Guilherme Aguiar, comentador desportivo da SIC, ligado ao FC Porto, Marco António, líder do PSD/Porto, e Nuno da Câmara Pereira, o dirigente do PPM eleito deputado nas listas do PSD."
Bloguitica A quatro anos de distância suspeito que o BE não tem muito mais espaço para crescer eleitoralmente.
Complexidade e Contradição Logicamente
O ministro das finanças não deve ser um especialista em finanças.
Esmaltes e Jóias «Dentro de um partido, que é uma colectividade, paga-se um preço por falar livremente», disse Pacheco Pereira à Antena 1.

23 de fevereiro de 2005

Contra a Corrente Por último, uma palavra para o «simpático» Jerónimo de Sousa que, sem saber muito bem como, conseguiu inverter a tendência negativa do Partido Comunista. Os portugueses sempre apreciaram a presença de «um dos nossos» nestas andanças. De resto, pode sempre concluir-se que, por vezes, ou quase sempre, mais vale ficar calado.
Ilha Perdida É mais ou menos consensual que o PP foi a surpresa positiva neste governo, embora nunca tenha sido liquido que tal se viesse a reflectir num crescimento eleitoral. Como JPP soube apontar, Paulo Portas foi pela primeira vez a votos com um ambiente de expectativas altas quanto aos resultados, e desiludiu. Fez bem em sair, é o fim de um ciclo, e o PP faria bem em arranjar nova vida em vez de se consumir em vagas de fundo para o regresso do lider.
Blasfémias mais importante para o BdE resulta do facto de estar a crescer de uma forma sustentada, bem integrado nos meios urbanos e em sectores importantes da sociedade portuguesa, onde cada vez mais há brigadas vermelhas. (...) O grande desafio da direita, nos próximos anos, será combater o crescente peso cultural que o BdE começa a ter nos meios urbanos e nos jovens, dado o prejuízo irreversível que isso pode causar à sociedade portuguesa do futuro.
O País Relativo Tal como o PS, o PSD teve um resultado histórico, ou melhor, pré-histórico, já que a sua força eleitoral recuou aos números do início da década de 80. Santana Lopes explica muito, mas não explica tudo. Já nas europeias, com Durão Barroso no governo, as políticas do PSD/CDS foram a votos e tiveram a aprovação de 33 por cento dos eleitores. Um dos maiores erros dos dirigentes do PSD é pensar que, para voltar ao poder, basta mudar de líder.
O Acidental O PS foi, evidentemente, tirar votos ao PSD. Neste sentido, ganhou o centro, o centro que espera do PS a manutenção do estado de coisas existente. O PS vendeu ao eleitorado a conversa de que não há nada de essencial a alterar na estrutura do Estado e nada a alterar na forma como funciona a economia (...). As pessoas quiseram acreditar nisso. Afinal, a conversa era de esperança e todos nós preferimos, normalmente, mensagens positivas.

22 de fevereiro de 2005

Mar Salgado A seguir ao Bloco de Esquerda, o voto branco foi o que apresentou maior subida relativa por comparação com 2002, de 1,01% para 1,81%; ou seja, uma subida de 80%.
Foi também a sexta expressão de voto, à frente de todos os partidos que não elegeram qualquer deputado, e atingiu quase 1/3 dos votos do partido que elegeu menos deputados.
Fora do Mundo Ao fim de três anos de bloguices, pela primeira vez vou poder reverter o argumento: «Dizes isso porque estás feito com o poder». [P.M.]
A Natureza do Mal Na noite da contagem de votos o Moniz e a senhora interrogavam os políticos. A cada pergunta parecia que nos queriam dizer( a nós ou aos estagiários da TVI): - Estão a ver como é que eles devem ser tratados! E iam subindo a agressividade, e os maus modos, à medida que o sangue lhes faltava nos territórios corticais e os votos dos políticos baixavam. (...) Lembrei-me de um poeta alemão que quando chegava a uma cidade perguntava:- Quem é que manda aqui? E respondiam-lhe: -O Povo. - Eu sei, dizia o poeta. É o Povo, claro. Mas quem é que que manda?
Manda o Moniz e manda a senhora.