28 de fevereiro de 2005
Portugal dos Pequeninos Em certa medida, a "blogosfera" foi um dos vencedores das eleições de 20 de Fevereiro. Pela independência crítica, pela iconoclastia, pela ousadia e - por que não reafirmá-lo? - pelo combate dado ao horrível movimento crepuscular da coligação agora de saída. Por isso, vai ser muito interessante acompanhar os próximos tempos. Quem ficará por cá? Quem estará de saída? Quem é que fica embora mudando discretamente de "registo"? Em suma, quem é que se consegue manter fiel à sua matriz original?
Linha dos Nodos Normalidade
Depois de uns dias sem ler blogues constato que esta semana pôs toda a gente a escrever. E gente boa, gente válida, sim. O que obriga a um esforço redobrado para pôr a leitura em dia. (...) É agora que a coisa informe a que chamamos actualidade volta ao seu curso pachorrento?
Depois de uns dias sem ler blogues constato que esta semana pôs toda a gente a escrever. E gente boa, gente válida, sim. O que obriga a um esforço redobrado para pôr a leitura em dia. (...) É agora que a coisa informe a que chamamos actualidade volta ao seu curso pachorrento?
Jornalismo e Comunicação O fenómeno Abrupto
O dia de ontem foi especial, aqui no "Jornalismo e Comunicação". Abruptamente, às 10h02, Pacheco Pereira entendeu abrir a comporta que dá acesso a este blogue e, de imediato, foram às centenas os que vieram à procura do post A venda da Lusomundo Media: mais do que um negócio. De um nível médio de visitas diárias que anda na ordem das 200, passou para mais de mil.
O dia de ontem foi especial, aqui no "Jornalismo e Comunicação". Abruptamente, às 10h02, Pacheco Pereira entendeu abrir a comporta que dá acesso a este blogue e, de imediato, foram às centenas os que vieram à procura do post A venda da Lusomundo Media: mais do que um negócio. De um nível médio de visitas diárias que anda na ordem das 200, passou para mais de mil.
26 de fevereiro de 2005
Aviz Santana é o símbolo da geração rasca do partido, o ponto mais alto da degradação a que o partido poderia ter chegado; a culpa pelo desaire não é apenas de Santana - mas do próprio partido que, maravilhado diante da possibilidade de tê-lo ao comando, lhe entregou tudo, lhe confiou tudo e não deu ouvidos aos avisos de gente experiente e séria;
País Relativo A candidatura de Luís Filipe Menezes tem uma enorme vantagem em relação à de Marques Mendes. É transparente. Para se conhecer o programa político do autarca de Gaia, não é preciso ler a sua moção de estratégia. Basta ler o Público de hoje: "O anúncio de candidatura foi feito perante uma plateia de desconhecidos. Na verdade, rostos reconhecíveis nacionalmente só os de Guilherme Aguiar, comentador desportivo da SIC, ligado ao FC Porto, Marco António, líder do PSD/Porto, e Nuno da Câmara Pereira, o dirigente do PPM eleito deputado nas listas do PSD."
Bloguitica A quatro anos de distância suspeito que o BE não tem muito mais espaço para crescer eleitoralmente.
Complexidade e Contradição Logicamente
O ministro das finanças não deve ser um especialista em finanças.
O ministro das finanças não deve ser um especialista em finanças.
Esmaltes e Jóias «Dentro de um partido, que é uma colectividade, paga-se um preço por falar livremente», disse Pacheco Pereira à Antena 1.
23 de fevereiro de 2005
Contra a Corrente Por último, uma palavra para o «simpático» Jerónimo de Sousa que, sem saber muito bem como, conseguiu inverter a tendência negativa do Partido Comunista. Os portugueses sempre apreciaram a presença de «um dos nossos» nestas andanças. De resto, pode sempre concluir-se que, por vezes, ou quase sempre, mais vale ficar calado.
Ilha Perdida É mais ou menos consensual que o PP foi a surpresa positiva neste governo, embora nunca tenha sido liquido que tal se viesse a reflectir num crescimento eleitoral. Como JPP soube apontar, Paulo Portas foi pela primeira vez a votos com um ambiente de expectativas altas quanto aos resultados, e desiludiu. Fez bem em sair, é o fim de um ciclo, e o PP faria bem em arranjar nova vida em vez de se consumir em vagas de fundo para o regresso do lider.
Blasfémias mais importante para o BdE resulta do facto de estar a crescer de uma forma sustentada, bem integrado nos meios urbanos e em sectores importantes da sociedade portuguesa, onde cada vez mais há brigadas vermelhas. (...) O grande desafio da direita, nos próximos anos, será combater o crescente peso cultural que o BdE começa a ter nos meios urbanos e nos jovens, dado o prejuízo irreversível que isso pode causar à sociedade portuguesa do futuro.
O País Relativo Tal como o PS, o PSD teve um resultado histórico, ou melhor, pré-histórico, já que a sua força eleitoral recuou aos números do início da década de 80. Santana Lopes explica muito, mas não explica tudo. Já nas europeias, com Durão Barroso no governo, as políticas do PSD/CDS foram a votos e tiveram a aprovação de 33 por cento dos eleitores. Um dos maiores erros dos dirigentes do PSD é pensar que, para voltar ao poder, basta mudar de líder.
O Acidental O PS foi, evidentemente, tirar votos ao PSD. Neste sentido, ganhou o centro, o centro que espera do PS a manutenção do estado de coisas existente. O PS vendeu ao eleitorado a conversa de que não há nada de essencial a alterar na estrutura do Estado e nada a alterar na forma como funciona a economia (...). As pessoas quiseram acreditar nisso. Afinal, a conversa era de esperança e todos nós preferimos, normalmente, mensagens positivas.
22 de fevereiro de 2005
Mar Salgado A seguir ao Bloco de Esquerda, o voto branco foi o que apresentou maior subida relativa por comparação com 2002, de 1,01% para 1,81%; ou seja, uma subida de 80%.
Foi também a sexta expressão de voto, à frente de todos os partidos que não elegeram qualquer deputado, e atingiu quase 1/3 dos votos do partido que elegeu menos deputados.
Foi também a sexta expressão de voto, à frente de todos os partidos que não elegeram qualquer deputado, e atingiu quase 1/3 dos votos do partido que elegeu menos deputados.
Fora do Mundo Ao fim de três anos de bloguices, pela primeira vez vou poder reverter o argumento: «Dizes isso porque estás feito com o poder». [P.M.]
A Natureza do Mal Na noite da contagem de votos o Moniz e a senhora interrogavam os políticos. A cada pergunta parecia que nos queriam dizer( a nós ou aos estagiários da TVI): - Estão a ver como é que eles devem ser tratados! E iam subindo a agressividade, e os maus modos, à medida que o sangue lhes faltava nos territórios corticais e os votos dos políticos baixavam. (...) Lembrei-me de um poeta alemão que quando chegava a uma cidade perguntava:- Quem é que manda aqui? E respondiam-lhe: -O Povo. - Eu sei, dizia o poeta. É o Povo, claro. Mas quem é que que manda?
Manda o Moniz e manda a senhora.
Manda o Moniz e manda a senhora.
Abrigo de Pastora Dificilmente me convencerão da fiabilidade do voto electrónico num país em que acontece o que aconteceu com o último concurso de professores e com as últimas devoluções de IRC.
Guarda-factos Muito português de boa fé crê que o presente estado de graça permite a José Sócrates reunir um executivo escorreito. Que a novel maioria absoluta o liberta de pagar promessas ao aparelho rendido. Que a escumalha (tralha é elogio) não passará.
Atrium Um almoço normal de domingo.
E esta normalidade só ganha relevância quando encostada a uma frase que também hoje ouvi de Jorge Sampaio: " para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, há sempre um significado muito forte".
Pois há.
Nós é que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim é que está bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.
E esta normalidade só ganha relevância quando encostada a uma frase que também hoje ouvi de Jorge Sampaio: " para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, há sempre um significado muito forte".
Pois há.
Nós é que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim é que está bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.
21 de fevereiro de 2005
003
Abrupto VEM AÍ
a hecatombe.
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Blasfémias PAULO PORTAS (3)
«Perdi»
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Blasfémias Maria João Avilez diz que Santana sai das eleições com um pequeno partido, o PSL
O Blog dos Putos Paulo Portas tem mais encanto na hora da despedida
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
Blasfémias Agora o Sócrates que ature o Louçã
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
Abrupto O PS ganha estas eleições no momento em que precisa de aplicar soluções drasticamente contrárias à sua índole. Vamos ver o que isto dá mais depressa do que parece. António Lobo Xavier
Abrupto A ÚNICA COISA que não mudou nesta noite: Santana Lopes.
Blasfémias POIS É!
Alguém ficou surpreendido?
a hecatombe.
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Blasfémias PAULO PORTAS (3)
«Perdi»
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Blasfémias Maria João Avilez diz que Santana sai das eleições com um pequeno partido, o PSL
O Blog dos Putos Paulo Portas tem mais encanto na hora da despedida
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
Blasfémias Agora o Sócrates que ature o Louçã
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
Abrupto O PS ganha estas eleições no momento em que precisa de aplicar soluções drasticamente contrárias à sua índole. Vamos ver o que isto dá mais depressa do que parece. António Lobo Xavier
Abrupto A ÚNICA COISA que não mudou nesta noite: Santana Lopes.
Blasfémias POIS É!
Alguém ficou surpreendido?
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
Abrupto O PS ganha estas eleições no momento em que precisa de aplicar soluções drasticamente contrárias à sua índole. Vamos ver o que isto dá mais depressa do que parece. António Lobo Xavier
18 de fevereiro de 2005
A Mão Invisível é o esforço de uma comunidade de individualistas. É essa a sua contradição original.
Universos Desfeitos Nunca mais escrever "ou seja", sobretudo entre vírgulas. Isto é, nunca mais escrever "sobretudo". Nunca mais escrever "isto é". No entanto, nunca mais escrever "todavia". Porém, nunca mais escrever "no entanto". Contudo, nunca mais escrever "porém". Não obstante, nunca mais escrever "contudo". Mas escrever. Escrever, por exemplo, "mas escrever". Evitar o "mas". E o "se bem que". O "ainda que". O "trata-se". Evitar evitar. Escrever sem hesitações. "Ao mesmo tempo", "mais ou menos", etc. Nunca mais escrever "etc.". Pois nunca mais escrever "pois". Coisa feia, escrever "pois". Quer dizer, em última análise nunca mais escrever "quer dizer, em última análise". "Em suma", preferir os pontos finais às vírgulas.
17 de fevereiro de 2005
...Blogo Existo O grande vencedor do debate de ontem à noite foi indiscutivelmente Jerónimo de Sousa.
É certo que ele não chegou a dizer as coisas sábias e inesperadas que tinha para dizer, mas foi só porque a voz o traíu.
É certo que ele não chegou a dizer as coisas sábias e inesperadas que tinha para dizer, mas foi só porque a voz o traíu.
O Acidental O debate de ontem não teve graça nenhuma. Se excluirmos os momentos altos, como o silêncio de Jerónimo e a imperceptível acusação de Louçã sobre a fusão dos balcões do Totta, o debate passou-se sem "casos". Pergunto: há direito a isto? Onde é que está o serviço público?
Tradução Simultânea Eu sou um pecador como todos os outros e esforço-me, na vidinha, por ser um cristão sofrível.Mas são pessoas como o sr.Louçã, com o seu tom holier than thou, que dão bom nome ao pecado da Ira.
Barnabé Na RTP-N já é o segundo comentador que ouço dizer que Jerónimo ganhou por estar afónico. Não tarda dirão que até ganhou o debate. A condescendência por Jerónimo de Sousa, que já disse uma coisa nesta campanha que acabaria com qualquer outro político - que valoriza o exemplo da Coreia do Norte - é um desporto de comentador preguiçoso.
Barnabé Oh pá, deslarga-me, pá!
Santana Lopes lembra o acordo com o PP, e diz que PSD e PP estiveram juntos no governo. A câmara apanha Portas a dar um suspiro de enfado.
Santana Lopes lembra o acordo com o PP, e diz que PSD e PP estiveram juntos no governo. A câmara apanha Portas a dar um suspiro de enfado.
Blasfémias Falemos do decote da Judite de Sousa
Dos 5, quais são os que são indiferentes ao decote da Judite de Sousa?
Dos 5, quais são os que são indiferentes ao decote da Judite de Sousa?
Mar Salgado Os especialistas em dichotes pseudo-freudianos de feira devem estar por esta altura a afiar a faca para Jerónimo de Sousa e para o seu problema vocal. Por mim, prefiro quem não fala porque não pode a quem fala porque não sabe
Barnabé Frase do debate (até agora)
José Alberto de Carvalho: "Já percebemos que Paulo Portas foi o único ministro que criou empregos neste governo".
José Alberto de Carvalho: "Já percebemos que Paulo Portas foi o único ministro que criou empregos neste governo".
Blasfémias Síntese
Jerónimo de Sousa ganhou o debate em simpatia popular.
Louçã não acrescentou nada.
Portas esteve bem. Consegue manter-se sempre na sua linha eleitoral, embora não tenha referido os antigos combatentes....
Sócrates é um vazio assustador.
Santana é um mito morto de «vencedor» e «arrasador» de debates e campanhas eleitorais.
Jerónimo de Sousa ganhou o debate em simpatia popular.
Louçã não acrescentou nada.
Portas esteve bem. Consegue manter-se sempre na sua linha eleitoral, embora não tenha referido os antigos combatentes....
Sócrates é um vazio assustador.
Santana é um mito morto de «vencedor» e «arrasador» de debates e campanhas eleitorais.
Jerónimo de Sousa Agradeço a todos os que se preocuparam com a situação de saúde (rouquidão) que me impediu de participar em condições normais no debate de ontem na RTP/1. Espero que, ao longo do dia de hoje, consiga recuperar gradualmente a voz e , talvez amanhã já possa assumir plenamente as intervenções orais que estão previstas.
16 de fevereiro de 2005
Blogouve-se Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo! Um blogue não é jornalismo!
Mar Salgado Como já todos terão adivinhado, a indignação candidata destes dois dias vai, inteirinha, para Pedro Santana Lopes, que, em "carta escrita aos abstencionistas" (?), faz a pergunta calimérica: "Tenho defeitos como todos os seres humanos, mas conhece algum político em Portugal que eles tratem tão mal como a mim?". O problema é que o "eles" serão, por grosso, uns 80% dos destinatários.
Três Pastelinhos Palavras que gostava de ter inventado.
Arranha céus. Não é torre, não é prédio altíssimo, é o som da terra a rasgar entre a língua e o céu da boca.
Arranha céus. Não é torre, não é prédio altíssimo, é o som da terra a rasgar entre a língua e o céu da boca.
monólogo meu foi em Fátima que percebi que nunca tinha tido fé nem mais poderia acreditar em aparições e milagres. tinha 13 anos. passado muito tempo, um padre disse-me que a fé era um dom, e se eu não tinha esse dom, devia ao menos estar disponível para recebê-lo. os mistérios da fé não os consigo entender - aceito-os nos outros (com dificuldade, é certo) - mas não os entendo. e assim, perplexa com a fé dos outros, daqueles que hoje rumaram a Coimbra para o adeus a Lúcia, aqui me fico, sem conseguir entender nada de nada
Voz do Deserto Vejo no GNT Regina Duarte falar nas "possibilidades filosóficas da poesia". A viúva Porcina morreu.
A Natureza do Mal Maioria esmagadora
Há uma coisa pior que o debate. O festim dos comentadores, no rescaldo.
Há uma coisa pior que o debate. O festim dos comentadores, no rescaldo.
A Vigília da Devassidão Faz hoje 60 anos que ocorreu o bombardeamento de Dresden. Vazia de objectivos militares, esta operação não passou de um acto de pura vingança. Ninguém e? perfeito, e nenhum pais tem uma história vazia de atrocidades, mas talvez agora seja a altura certa para as nações aliadas terem a coragem de assumir um erro de consequências trágicas. Nada teria contribuído mais para a ambicionada unidade europeia do que um singelo pedido de desculpas.
America Is In Europe, it doesn't make sense for a citizen of a country to immigrate to Germany, for instance, and become German, but to come to America and become American makes all the sense. Coming to America is in itself being already American. To come to is not to visit; those who come don't go. America is not a natural country. It's a created country; an invention of human beings. Since World War I, the story of the world is to come to America.
15 de fevereiro de 2005
Portugal dos Pequeninos O laicismo inerente à vida política democrática ainda está longe de fazer o seu caminho natural entre nós.
Fora do Mundo É extraordinário como toda a gente confunde o patético Dia dos Namorados com um putativo Dia do Amor. Somos todos muito cínicos, mas vivemos em plena ilusão romântica.
Linha dos Nodos O percurso dos rovers tem sido isto: cavar, fotografar, analisar, andar. E os sinais de que Marte foi no passado o planeta gémeo da Terra estão por toda a parte. O caminho continua. Enquanto o sol não baixar muito durante o Inverno, enquanto a poeira não cobrir os painéis solares, enquanto o tempo e o vento não voltarem a governar.
Abrupto A programação da RTP Internacional consegue ser ainda mais pobre que a da RTP nacional, e nem sempre corresponde, aliás, ao que acaba por ir "para o ar". (...) Além disso há novelas, mais futebol, uns programas "para emigrante" que dão logo imensa vontade de emigrar para mais longe ainda, onde a RTP não chegue, e pouco mais. Acompanho a actualidade nacional através das versões on-line de jornais e revistas e através da blogosfera, que tem uma dimensão enorme em Portugal (os blogues de comentário político são praticamente inexistentes na Suécia - na minha opinião porque, felizmente, não são precisos). Chega-me perfeitamente.
(Madalena Ferreira Åhman, Suécia)
(Madalena Ferreira Åhman, Suécia)
14 de fevereiro de 2005
Indústrias Culturais Se aderiu entusiasticamente ao computador e logo se ligou à internet - continua a escrever Ascher -, usando o Google diariamente, e recorre ao IMDb (Internet Movie Database) para tirar dúvidas cinematográficas, identifica-se mais com a cultura de massa. Ao invés, se se agarra às tecnologias mais antigas, em sua volta vê apenas decadência manipulada pelas indústrias culturais. (...) Porém, o mundo real, reconhece o mesmo Nelson Ascher, não é assim tão a preto e branco, pois tem muitos cambiantes. Embora fosse mais fácil catalogar as pessoas num ou noutro grupo.
Complexidade e Contradição Assumo-me e não dou aso a boatos. Sou um produto da sociedade mediatizada. Sou um filho da tevê, da net, do sms. A minha concentração tem a duração de 160 caracteres ou de 30 segundos de rodapé. Faço zapping, constante zapping. Faço zapping nos livros, nas revistas, nos filmes. Faço zapping de lombadas, leio todas as primeiras frases e aborreço-me nas segundas.
A Memória Inventada Ao percorrer aqueles caminhos serpenteantes, diverti-me mais a imaginar os meus projectos à Christo do que a gozar The Gates. Por exemplo, eu teria feito do grande relvado central uma mesa de snooker, em que cada uma das bolas coloridas teria 15 metros de raio, seria leve e irrepreensivelmente polida; a simbologia desta instalação varreria um largo espectro, que iria do vício do jogo ao choque de civilizações, passando por tudo o que vos ocorresse na altura. Vencidos estes delírios, reparei que pensar à Christo ainda é gozar e celebrar a obra de Christo.
Rua da Judiaria Quero acreditar que desta vez é que é - que virá a paz para israelitas e palestinianos.
E desta vez não quero acordar como Phil Connors, o personagem de Bill Murray em Groundhog Day: cada dia que nasce apaga o anterior e às seis da manhã o rádio despertador volta a tocar invariavelmente a mesma canção.
E desta vez não quero acordar como Phil Connors, o personagem de Bill Murray em Groundhog Day: cada dia que nasce apaga o anterior e às seis da manhã o rádio despertador volta a tocar invariavelmente a mesma canção.
13 de fevereiro de 2005
Atrium Mas mais interessante ainda - parece-me - é a (divertida) leitura do que sobre esta tese da ancestralidade dos blogs escreveu Simon Waldman (traduzo, com adaptações, algumas das "provas"):
- um grupo de pessoas (sobretudo homens novos) anunciam ao mundo o que estão a fazer;
- um movimento de base, desenvolvido em todo o planeta, sem qualquer controlo central;
- todos percebem a importância do tempo;
- às vezes é tarefa individual, mas às vezes é de grupo;
- recurso a tecnologia de ponta...gratuita;
- recebido por amigos e parentes com uma de duas perguntas: 1. Como encontras tempo para isso?, 2. Para quê tanto trabalho, se não ganhas nada?;
- recebido por muitos outros com expressões: "a coisa tem piada, mas não é bem a sério";
- entendido pelos mais próximos (família directa) como uma perda de tempo que devia estar a ser aplicado em algo "mais útil".
- um grupo de pessoas (sobretudo homens novos) anunciam ao mundo o que estão a fazer;
- um movimento de base, desenvolvido em todo o planeta, sem qualquer controlo central;
- todos percebem a importância do tempo;
- às vezes é tarefa individual, mas às vezes é de grupo;
- recurso a tecnologia de ponta...gratuita;
- recebido por amigos e parentes com uma de duas perguntas: 1. Como encontras tempo para isso?, 2. Para quê tanto trabalho, se não ganhas nada?;
- recebido por muitos outros com expressões: "a coisa tem piada, mas não é bem a sério";
- entendido pelos mais próximos (família directa) como uma perda de tempo que devia estar a ser aplicado em algo "mais útil".
Jornalismo e Comunicação Outros dados do mesmo estudo, relativos a 2004: os internautas portugueses passaram mais de 842 mil horas a navegar em páginas de blogues, tendo visitado mais de 57 milhões de páginas de blogs, uma média de 95 por utilizador e uma duração média individual de 1 hora e 24 minutos.
12 de fevereiro de 2005
Jornalismo e Comunicação A "Nota da Direcção" do Público é, no fundamental, um gesto merecedor de apreço. Depois da peça de anteontem - redigida num registo que é frequente no chamado jornalismo político - e sobretudo da de ontem, seguida de um desmentido claro do próprio Cavaco Silva, não restava mesmo outra atitude, num jornal responsável. (...) É um jornalismo que não sente necessidade de, em complemento da informação publicada, prestar esclarecimentos sobre os bastidores da notícia, sobre a consistência e os interesses das fontes utilizadas, sobre o alcance e o grau de fiabilidade da matéria difundida. O que constitui uma forma de "irresponsabilidade", no sentido etimológico do conceito. Esta teria sido uma boa ocasião para ir mais longe.
A Natureza do Mal O leitor não sabe, nem saberá nunca, o que aconteceu realmente. Mas como dizia o outro: em política o que parece é. Cavaco veria com bons olhos uma maioria absoluta do PS e disse isso nos jantares e festas onde vai. Escapa-me o que levou o Público a considerar como uma notícia as opiniões privadas de Cavaco. Se ele tem opiniões que as diga. O homem fala, caramba. Como não é de todo crível que o Público dê recados de Cavaco tratou-se, objectivamente, de uma ingenuidade.
Abrigo de Pastora Cocktail sobre masculinidade nos dias de hoje
1. Livro "Y: A Descendência do Homem", de Steve Jones (Gradiva).
2. Opiniões masculinas favoráveis ao filme "Lost in translation", para lá das opiniões favoráveis a Scarlett Johansson.
3. Anúncio a internet wireless em que o marido duvida imediatamente da lealdade da mulher que chegou tarde a casa.
Shake over ice.
1. Livro "Y: A Descendência do Homem", de Steve Jones (Gradiva).
2. Opiniões masculinas favoráveis ao filme "Lost in translation", para lá das opiniões favoráveis a Scarlett Johansson.
3. Anúncio a internet wireless em que o marido duvida imediatamente da lealdade da mulher que chegou tarde a casa.
Shake over ice.
11 de fevereiro de 2005
Complexidade e Contradição Ultimamente não consigo acabar os livros. Assim, sem mais, os livros. Não falo dos romances de cabeceira que, por estarem sempre à cabeceira, insistem e insistem até se verem terminados. Falo dos outros, daqueles que compro devido a uma sede de descobrir o que se revela atrás do título. Teoria, história, crítica. Enfim, essa puta chamada cultura.
Seta despedida Mas para além de definir e mostrar «o medo de existir» no nosso quotidiano, José Gil procura traçar a sua genealogia. Nesta perspectiva, um dos principais focos do medo português situar-se-ia no séc. XX, nos tempos de Salazar:
«[O mal salazarista] era a impossibilidade da expressão das forças da vida» (p.135)
«[O mal salazarista] era a impossibilidade da expressão das forças da vida» (p.135)
Retorta Quando conversamos estamos realmente a ouvir os outros, ou apenas à espera de oportunidades para os outros nos ouvirem ?
little black spot este blog encontra-se perigosamente à beira do fim das palavras. é algo mais que o minimalismo. perante o assombro, fico muda de espanto. é tão grande e maravilhoso o universo e a música.
10 de fevereiro de 2005
A Esquina do Rio A campanha eleitoral oscila entre o dramatismo em torno de assuntos acessórios e o silêncio profundo e universal à volta dos grandes temas. (...) O que se passa à nossa volta, citando Churchill, é um enigma envolto num mistério. Aos eleitores pede-se que votem sem saberem bem em quê e quase tudo se resume ao pedido de um cheque em branco.
Linha do Horizonte Como é que um jornal de referência faz uma notícia destas (fazer é mesmo o termo), consciente das consequências que ela poderia vir a ter, sem em momento algum citar uma vez que seja o seu alvo, ou transcrever uma única declaração? A notícia é toda ela uma especulação sobre o que Cavaco pensa e acharia melhor.
Blasfémias Quando a SIC anunciou a criação de um blog dedicado à campanha eleitoral, pensei que o mesmo fosse de cariz informativo, com apontamentos de reportagem dos jornalistas da casa, enfim, que fosse um suporte introdutório às notícias políticas.
Nada disso. É mesmo um blog. (...) Não é jornalismo, mas não deixa de ser uma forma diferente e nova de cobrir uma campanha eleitoral. É um exercicio original, mas arriscado, pela exposição que cada jornalista faz de si. Pelo grau de liberdade que cada um terá que manter, como é próprio dos blogs.
Nada disso. É mesmo um blog. (...) Não é jornalismo, mas não deixa de ser uma forma diferente e nova de cobrir uma campanha eleitoral. É um exercicio original, mas arriscado, pela exposição que cada jornalista faz de si. Pelo grau de liberdade que cada um terá que manter, como é próprio dos blogs.
Diário Ateísta IRAQUE - Os líderes xiitas querem o islão na Constituição do Iraque. O Papa queria o cristianismo na Constituição Europeia. São massa da mesma farinha a cujo terrorismo intelectual só a laicidade pode fazer frente.
Jornalismo e Comunicação Neste período de campanha eleitoral vieram (e certamente continuarão a vir) a público vários factos que se tornam, depois, objecto de desmentido. Um jornalismo que se fica por ecoar os alegados factos, publicitar, depois, os alegados desmentidos não é verdadeiro jornalismo, é mero amplificador. Para isso não são necessários profissionais. Bastam técnicos de registo e de difusão.
9 de fevereiro de 2005
Quarta República Eu assumi as minhas responsabilidades. Quando é que o Sr. Primeiro-ministro assume as suas?
Causa Nossa Marcelo Rebelo de Sousa é um militante partidário no activo, preside a uma assembleia municipal pelo seu partido e participou já na presente disputa eleitoral num comício partidário. Por isso, a contratação do "político-comentador" pela RTP para um tempo de antena privilegiado, a solo, sem contrapartida equivalente para outras áreas políticas, configura um caso de violação dos deveres de isenção e imparcialidade partidária da estação pública.
Diário da Campanha Com nenhuma carga cientifica e a poucos dias do próximo barómetro da SIC arrisco dizer: o PP vai ser uma surpresa e aproximar-se muito dos 10 por cento, o Bloco não vai ser a terceira força, o PCP não vai ter uma hecatombe, o PSD vai apanhar um susto valente e o PS não está a fazer nada para ter maioria absoluta. Isto é que é um "post" cheio de margens de erro.
Ricardo Costa
Ricardo Costa
7 de fevereiro de 2005
O céu sobre Lisboa Na verdade temos aqui uma situação fora do vulgar, daquelas que não vêm nos exemplos dos livros. O anticiclone dos Açores continua a portar-se mal, não tinha nada que estar ali em cima da Irlanda. Mais estranho ainda é aquele sistema frontal e a depressão ao lado. Enfim, já não percebo nada disto.
Albergue dos Danados Ainda antes da alvorada, a horas em que a vida acontece, o sono cai estranho sobre o corpo. E o corpo cai estranho, guardado, sob outra respiração.
Glória Fácil O ódio, a raiva, a alucinação, o estatuto de ser inerme face às ledas madrugadas (como eu invejo o acordar da Bomba Inteligente ou a argúcia dos posts do Abrupto às 7.25 da manhã)
monólogo meu está frio em seia. sempre arrepiada ou quase adormecida à lareira, assim vou, perguntando-me onde estará a beirã rija que me julgo quando estou na capital
Aviz O Carnaval português sempre me afligiu. Lembro-me dele quando ainda só era Entrudo e não dispúnhamos daquelas raparigas da Mealhada a dançar na rua, debaixo de chuva, abrigadas pelos seus simpáticos biquinis. Essa é a primeira imagem que me assalta: o frio, o desconsolo meteorológico, a desadequação climática. Isso e os seus desfiles, em carros alegóricos montados em cima de tractores. E dos fatos de má qualidade, de brilho barato, cintilante nos domingos de Fevereiro, escarlates. Tinha pena das raparigas.
6 de fevereiro de 2005
Xanel Cinco Da vida pública, da vida privada e da vida íntima, o gozo é nunca se saber qual é a mais interessante.
Almocreve das Petas O PSD não pode ter, nem tem, nada a ver com essa gentalha. Mas a pergunta fica: como foi possível essa afronta? Que significou a tomada da direcção do PSD por esses desvairados da civilização? Como explicar o apoio e o fervor Barrosista, ou a protecção do misterioso e obstinado aparelho partidário laranja, a isso tudo? Onde estão, afinal, os sociais-democratas? Pode-se saber?
Desassossegada O que ontem vi na televisão não foi bem um debate, foi mais um concurso. Com problemas técnicos, de resto: a buzina não soava quando a luz ficava vermelha. Faltaram também as exclamações do público (ausente) - oh! ah! - cada vez que Santana proferia a palavra "homossexual".
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