País Relativo The word is on the streets
Hoje, algures à hora de almoço. Conversa entre dois polícias de giro:
- Então, o Santana sempre volta para a câmara?
20 de março de 2005
Blogo Existo Palro, logo existo
Ontem, no Expresso da Meia-Noite, seis jornalistas faziam «o balanço da primeira semana do novo governo».
Esta gente estará boa da cabeça?
Ontem, no Expresso da Meia-Noite, seis jornalistas faziam «o balanço da primeira semana do novo governo».
Esta gente estará boa da cabeça?
A Memória Inventada Chegámos aos antípodas. O MI é lido em cinco continentes. Conquistada a Terra, não se arranja por aí um rádio-telescópio?
Complexidade e Contradição «Tu tens um blogue, não tens?»
Ao fim de um ano e dez meses ainda fico embaraçado com esta pergunta.
Ao fim de um ano e dez meses ainda fico embaraçado com esta pergunta.
18 de março de 2005
Paredes Oblíquas será a blogosfera mero sinónimo de devaneios individuais e delírios colectivos ou haverá algo para além da amálgama que se conhece?
Blog de Esquerda PIROPO (PARA BLOGGERS QUE TRABALHEM EM ANDAIMES)
- Ó querida, com um template desses nem precisas de sitemeter.
- Ó querida, com um template desses nem precisas de sitemeter.
Cibertúlia Navega-se à bolina ou à deriva, aporta-se em diferentes terras e a coluna dos favoritos do computador vai enchendo - de blogues belos, de blogues divertidos, de blogues assim-assim, de outros que depois tenho que espreitar, dos e-mails que nos mandam olá, gostei muito do teu, vês o meu, dos amigos que também já tenho uma dessas coisas que tu fazes. E enche-se a pastinha, a pastinha compõe-se. Mas fica para ali. Sem mais. Isto pega-se?
17 de março de 2005
Pula Pula Pulga A aspirina no centro do mundo
Sócrates fez um aviso público às corporações. A distribuição da aspirina converteu-se no símbolo da luta contra os privilégios - nalguns casos, medievais - das corporações.
Sócrates fez um aviso público às corporações. A distribuição da aspirina converteu-se no símbolo da luta contra os privilégios - nalguns casos, medievais - das corporações.
Mar Salgado ESPERO BEM QUE SEJA GRALHA: Do Expresso, que diz que Luís Filipe Menezes "aconselhou os jovens licenciados a aprenderem chinês ou árabe para arranjarem emprego em 24 horas". No Centro de Estudos Asiáticos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, demoramos quatro anos - 4 - a quase conseguir ler um jornal inteiro em mandarim. E os meus colegas de árabe dizem-me que o chinês é só um bocadinho mais difícil...
Esplanar Por muito que o negligencie, a cada vez que saio da capital torno a aprender a lição: Lisboa e o resto do País são coisas diferentes. (...) Lisboa é a Europa, o sonho do progresso, o provincianismo que, dia a dia, aprende a ser cosmopolita; é o espaço suficientemente grande para albergar de tudo, do bom e do mau; para oferecer opções e esgotar-nos de cansaço num dia qualquer. Portugal não. Portugal é o pequeno país por excelência, o breve rectângulo que se perde no planisfério, o antigo, o simples, o pobre, o rural, de vilarejo, mas verdadeiro.
É claro que não poderia viver noutro lugar que não Lisboa.
É claro que não poderia viver noutro lugar que não Lisboa.
Causa Nossa A substituição, no Quadratura do Círculo, de José Magalhães (que vai para o Governo) por Jorge Coelho mostra que se trata explicitamente de uma representação partidária. Volto portanto à minha pergunta de há meses: por que é que nesse programa a direita tem dois representantes e a esquerda somente um?
oBlogdoPiano Ode ao gosto. Há algo de muito errado na combinação Carteira-Telemóvel-Chaves-do-carro.
16 de março de 2005
O essencial e acessório Por aí
Só as nuvens conhecem a suprema liberdade de passarem num largo céu azul sem saberem para onde vão.
Só as nuvens conhecem a suprema liberdade de passarem num largo céu azul sem saberem para onde vão.
A Praia Ir ao cinema
1. Pode-se ir ver o mesmo filme dias seguidos, como quem visita uma pessoa de família?
2. Sempre me espantam muito os cinéfilos para quem é completamente indiferente o lugar na sala. Para mim tem de ser - ou deve - entre a quarta e a sexta fila, a contar do ecrã, ao meio: suficientemente longe para não cansar a vista, suficientemente perto para ter apenas filme no campo de visão.
3. Tenho duas alturas para sair de um filme: em qualquer momento depois dos cinco minutos (se se tratar de uma merda, o que geralmente se percebe depressa), ou depois de terminado o genérico final. Antes do fim do genérico final, deixar a sala é sempre sair a meio (das letrinhas, da música, etc.): implica uma interrupção.
1. Pode-se ir ver o mesmo filme dias seguidos, como quem visita uma pessoa de família?
2. Sempre me espantam muito os cinéfilos para quem é completamente indiferente o lugar na sala. Para mim tem de ser - ou deve - entre a quarta e a sexta fila, a contar do ecrã, ao meio: suficientemente longe para não cansar a vista, suficientemente perto para ter apenas filme no campo de visão.
3. Tenho duas alturas para sair de um filme: em qualquer momento depois dos cinco minutos (se se tratar de uma merda, o que geralmente se percebe depressa), ou depois de terminado o genérico final. Antes do fim do genérico final, deixar a sala é sempre sair a meio (das letrinhas, da música, etc.): implica uma interrupção.
A Natureza do Mal Março
Voltam tímidamente. As aves do Sul, as tulipas dos bolbos e os umbigos das mulheres.
Voltam tímidamente. As aves do Sul, as tulipas dos bolbos e os umbigos das mulheres.
15 de março de 2005
Barnabé "Million Dollar Baby" e "Mar Adentro" dizem-nos o mesmo: o mais incondicional dos amores é o que deixa o outro partir.
Contra a Corrente A história não se apaga. A presença da fotografia de Freitas do Amaral na sede do CDS-PP seria uma óptima forma de o lembrar. Inclusivamente ao próprio.
Satyricon Será que Cavaco Silva foi obreiro consciente de tudo isto? Torna-se até assustador imaginar que sim. Que homem extraordinário teria de ser para, com tamanha economia de meios e intervenções, conseguir o pleno nos seus objectivos e ficar numa posição mais do que privilegiada para ascender à Presidência da República.
Inclino-me para uma explicação mais humana, mas ainda assim não destituída de grande mérito.
Inclino-me para uma explicação mais humana, mas ainda assim não destituída de grande mérito.
Avatares de um desejo Sublinho o que há muito aqui venho aventando: nunca se viu nada assim.
Sobre o futebol e sobre Mourinho há uma regra que há muito assumi na vida social: nunca gastar latim com alguém que enuncia a frase "é pena ser tão arrogante". Deixá-los. Nunca vão perceber.
Sobre o futebol e sobre Mourinho há uma regra que há muito assumi na vida social: nunca gastar latim com alguém que enuncia a frase "é pena ser tão arrogante". Deixá-los. Nunca vão perceber.
14 de março de 2005
Abrigo de Pastora Na biblioteca infinita imaginada por Borges, cabem os livros que escreveríamos se tivéssemos o engenho e a arte, os que nos salvariam de qualquer desespero, os que nos tornariam melhores. Só temos que procurá-los entre todas as possibilidades.
Viaja-se a todos os países, a todos os recantos, a todas as galáxias, a todos os instantes e a todas as suspensões do decurso do tempo, a todas as possibilidades da imaginação humana. Ri-se e chora-se, é-se cúmplice, cai-se nas teias da paixão e é-se solidário com o sofrimento e a esperança do mundo.
O livro, esse objecto feito de mil formas, mas sempre uma arma da comunicação, é, definitivamente, uma das maiores invenções do espírito humano.
Viaja-se a todos os países, a todos os recantos, a todas as galáxias, a todos os instantes e a todas as suspensões do decurso do tempo, a todas as possibilidades da imaginação humana. Ri-se e chora-se, é-se cúmplice, cai-se nas teias da paixão e é-se solidário com o sofrimento e a esperança do mundo.
O livro, esse objecto feito de mil formas, mas sempre uma arma da comunicação, é, definitivamente, uma das maiores invenções do espírito humano.
A Norte Cria-se o hábito diário de visitar aquele blog como se fossemos bater à porta do vizinho; é um querer saber como está, o que o incomoda, se viu, sentiu, leu e reagiu. Passeia-se por páginas de escrita escorreita, lúdica ou requintada. Evitam-se links de gosto duvidoso, ruelas sem sentido nem propósito. É um universo; é melancólico, é nostálgico, é engraçado, é irritante... É o arquivo de muitas vidas, intimidades e pontos de vista. É, e ponto.
A Aba de Heisenberg que importa se é Nova Iorque ou Viena, se quase um século separa a acção do filme da do livro? Os sonhos e os afectos não têm tempo nem lugar e, como diz Albertine, "não é a realidade de uma única noite, nem de toda uma vida que corresponde à verdade intrínseca de um ser humano".
12 de março de 2005
Jornalismo & Comunicação De repente, as outras notícias eclipsaram-se e a emissão normal doi abafada pela torrente de elementos ainda fragmentários, mas cada vez configurando mais um puzzle terrível de tragédia. As vozes dos repórteres misturavam-se com gritos de pessoas e silvos de ambulâncias.
Pelas 8 horas, eu tinha a clara noção de que se fosse jornalista no activo tinha eu próprio de estar já a caminho da Redacção ou, de qualquer modo, a receber instruções do meu editor. (...) Escrever este texto é, para mim, um ano depois e sensivelmente à mesma hora, uma forma pessoal, ritual, se quisermos, de evocar o que se passou.
Pelas 8 horas, eu tinha a clara noção de que se fosse jornalista no activo tinha eu próprio de estar já a caminho da Redacção ou, de qualquer modo, a receber instruções do meu editor. (...) Escrever este texto é, para mim, um ano depois e sensivelmente à mesma hora, uma forma pessoal, ritual, se quisermos, de evocar o que se passou.
Filosofia de Subúrbio A Atocha é uma estação como qualquer outra, talvez maior que as que temos por cá, mas igual na pressa, na torrente de pessoas que inundam as gares a cada chegada de uma composição. Igual a um qualquer Rossio pois também por lá desembocam uma série de estações e comboios de subúrbios onde gente apinhada de sonhos de uma vida melhor caminha para os seus desmotivantes empregos.
A Origem do Amor Há um ano atrás, ao ver as imagens, não senti absolutamente nada. Correcção: Já não senti absolutamente nada. Qualquer coisa que eu escrevesse hoje, diferente do que aqui está, seria pura mentira.
11 de março de 2005
[11/03/04] Viva Espanha Acordei a pensar em regressar a um registo mais trivial. Como é que se escreve sobre trivialidades num dia assim? Como é que se escreve, de todo?
10 de março de 2005
Os leões de Tolstoi Sempre quis ter um diário, mas apesar disso, nunca consegui escrever um. A sucessão dos dias, as tarefas, a falta de pacîência sempre me fizeram estar longe de efectivar esse desejo. Pensando bem, ter um livro em que tenho tudo o que fiz, escrito acho que seria algo assustador...neste momento não tenho noção de como e quando fiz certas coisas..apenas sei que as fiz. Se neste momento fosse confrontado com tudo o que fiz, quando o fiz e com quem o fiz, acho que teria um choque, pensando estar a ver a vida de um desconhecido.
Observador 12 graus negativos em Nelas, às 7 horas da manhã. Estamos a 1 de Março e desde Novembro que não chove. Lembro-me nas aulas de geografia, quando era miúdo, de aprender serem os nossos Verões muito quentes e secos, ajudando-nos os Invernos chuvosos e húmidos. Sinceramente, se não chover nas próximas semanas, nem quero imanginar como vai ser o Verão
Blogouve-se Uma das coisas que mais me impressiona (pela negativa) é o facto de imperar uma lógica retributiva nas listas de ligações sugeridas: eu ponho o teu no meu se tu puseres o meu no teu.
Acho que o caso não me atinge, porque a minha lista de ligações é reduzida à temática efectiva, mas isso não me impede de perceber que é perversa esta relação. "Não puseste a minha, então vou tirar a tua!"
Acho que o caso não me atinge, porque a minha lista de ligações é reduzida à temática efectiva, mas isso não me impede de perceber que é perversa esta relação. "Não puseste a minha, então vou tirar a tua!"
9 de março de 2005
A Tasca da Cultura Os primeiros inspiram-me. A linguagem é normalmente acessível, são originais e arrojados e mesmo que extraordinariamente bem escritos. Como não são obras de uma formalidade, rigor e dimensão exagerada, percebemos que há caminhos por percorrer e lugar para nós, tal como houve lugar para eles que foram inovadores como Boris Vian, Camus, Albert Cohen ou Kafka por exemplo.
E depois há os outros de que se gosta muito mas que são inacessíveis. Nabokov, Thomas Mann, Joseph Conrad, Steinbeck ou Lobo Antunes são exemplos de escritores que nunca serei mas que adoro ler.
E depois há Dostoievski.
E depois há os outros de que se gosta muito mas que são inacessíveis. Nabokov, Thomas Mann, Joseph Conrad, Steinbeck ou Lobo Antunes são exemplos de escritores que nunca serei mas que adoro ler.
E depois há Dostoievski.
A destreza das dúvidas Ontem, na biblioteca, o computador tocava um CD dos Madredeus. Aquele que gravaram com uma orquestra flamenga. Por distracção, não liguei os auscultadores. Ou melhor, liguei-os ao buraco errado. Ninguém protestou. Umas quantas músicas mais tarde, uma funcionária da biblioteca pede-me para desligar a música. Disse, natural e educadamente, que a biblioteca é um lugar de trabalho e de estudo, sendo o silêncio de ouro. Ouve-se um coro de protestos. Ninguém à minha volta queria que se desligasse a música. Certos sons são melhores do que o silêncio.
8 de março de 2005
Impensável Tenho saudades de uma boa noite de chuva. Tenho-as até, daqueles dias de aguaceiros monótonos e tristes que nos acinzentam a alma.
Murcon Frase do dia
Ele tinha aprendido a pior lição que a vida pode ensinar - que é absurda. E quando isso acontece, a felicidade nunca mais volta a ser espontânea.
Philip Roth.
Ele tinha aprendido a pior lição que a vida pode ensinar - que é absurda. E quando isso acontece, a felicidade nunca mais volta a ser espontânea.
Philip Roth.
A vida é larga belógue ...
esta coisa do livro sempre aberto com a caneta suspensa tem o seu quê ... de rotunda labirinto com mil afluêntes ... de gota no mar .... de escolha de direcção/paisagem ... de desafio a tentar um sincero esboço ... de casca da banana inútil, pergunta ... de rasgo pseudo-poético sim ... de palerma ... de pertinente acaso na soltura, raramente ... de só e de aquém ... de polvo azul aí ... de pobre para muita gente ... de contínuo escorregar viscoso ... de sei lá ...
esta coisa do livro sempre aberto com a caneta suspensa tem o seu quê ... de rotunda labirinto com mil afluêntes ... de gota no mar .... de escolha de direcção/paisagem ... de desafio a tentar um sincero esboço ... de casca da banana inútil, pergunta ... de rasgo pseudo-poético sim ... de palerma ... de pertinente acaso na soltura, raramente ... de só e de aquém ... de polvo azul aí ... de pobre para muita gente ... de contínuo escorregar viscoso ... de sei lá ...
7 de março de 2005
O Insurgente A blogosfera é um "Portugal instantâneo": o benefício da dúvida durou um minuto e as "primeiras pedras" lançadas ao recém anunciado governo socialista saíram precisamente de algumas das "mãos" que acham que a legislatura deve durar quatro anos e que a comunicação social "queima" qualquer governo. Afinal, para a crítica enviesada e "selectiva" não é necessária "escola", "ideologia" e "militância". Basta a oportunidade de escrever e publicar.
Em Busca da Límpida Medida Muitas vezes, do alto deste 16º andar dos Amoreiras, com os aviões a passar, suavemente, pergunto-me que cidade é esta?
Que cidade é esta que se espalha assim, à minha frente para o Monsanto e, lá mais ao fundo, para o Tejo? Que cidade é esta, cheia de prédios desalinhados, estendendo-se como um manto branco pela planura muralhada de um horizonte ainda verde?
Que cidade é esta que se espalha assim, à minha frente para o Monsanto e, lá mais ao fundo, para o Tejo? Que cidade é esta, cheia de prédios desalinhados, estendendo-se como um manto branco pela planura muralhada de um horizonte ainda verde?
A Causa foi modificada Nunca aqui dei os parabéns a quem quer que fosse....
... nem por fazerem efectivamente anos, quanto mais por causa do aniversário da merda do blogue. Mas hoje é um dia especial: o Voz do Deserto faz dois anos. Ou seja: a blogoesfera em Portugal faz dois anos. Não, não estou a exagerar. É o que realmente penso. Que me perdoem os da Coluna Infame e do Blogue de Esquerda e assim: para mim eles apenas a pintaram com cores mais fortes, aproveitando o enregelar da politica mundial.
... nem por fazerem efectivamente anos, quanto mais por causa do aniversário da merda do blogue. Mas hoje é um dia especial: o Voz do Deserto faz dois anos. Ou seja: a blogoesfera em Portugal faz dois anos. Não, não estou a exagerar. É o que realmente penso. Que me perdoem os da Coluna Infame e do Blogue de Esquerda e assim: para mim eles apenas a pintaram com cores mais fortes, aproveitando o enregelar da politica mundial.
4 de março de 2005
The Dying Animal Chegou ontem.
Para garantir a surpresa das crianças, fui buscá-lo sozinho atrás do sol posto, algures em Arruda dos Vinhos. Nunca tinha viajado com um cão. Babugens à parte, não foi má experiência. Para mim, pelo menos. Para ele terá sido pior. A chegada a casa foi dramática. Para um cão criado numa quinta, os néons de Lisboa à noite e, depois, o mergulho na escuridão da garagem subterrânea deve ter sido uma experiência dramática. Foi com toda a certeza. Não queria sair do carro. Não queria entrar no elevador. Não queria sair do elevador. Tive de carregá-lo ao colo. E tremia.
As crianças ficaram entre o deliciado e o chocado.
Para garantir a surpresa das crianças, fui buscá-lo sozinho atrás do sol posto, algures em Arruda dos Vinhos. Nunca tinha viajado com um cão. Babugens à parte, não foi má experiência. Para mim, pelo menos. Para ele terá sido pior. A chegada a casa foi dramática. Para um cão criado numa quinta, os néons de Lisboa à noite e, depois, o mergulho na escuridão da garagem subterrânea deve ter sido uma experiência dramática. Foi com toda a certeza. Não queria sair do carro. Não queria entrar no elevador. Não queria sair do elevador. Tive de carregá-lo ao colo. E tremia.
As crianças ficaram entre o deliciado e o chocado.
Xanel Cinco Há blogs que aprecio particularmente: os que são escritos por portugueses no estrangeiro. É muito curioso poder ver com os olhos deles as estradas cheias de neve a caminho do trabalho na Dinamarca, o Central Park gelado coberto de cores, ou a vida académica em Ithaca com 10 graus negativos e as saudades em corações distantes. Não são meras imagens na televisão, são ilustrações de rotinas que encurtam as distâncias.
Miniscente O espectáculo acaba por consagrar - o verbo consagrar repõe a mitificação no lugar que é o seu - os pequenos gestos e as pequenas coisas que são próprias de todos nós, mortais. Mas a verdade é que esses pequenos gestos e essas coisas menores, que são próprios dos habitantes da Transilvânia sombria ou do Haway vulcânico, conseguem atingir, na noite ímpar e única dos Óscares, a condição de um ponto-ómega da existência. Todos os anos assim é. Meteoricamente. E ainda bem.
Esplanar Portugal move-se por epidemias. Em lugar anónimo, alguém decide o que será norma para amanhã. E o País assina por baixo. Não precisa, sequer, de ler muito. Em cada português, há um opinion maker. E essa miríade de indivíduos atentos e convictos faz turnos na crucifixão ou imortalização, à vez, da iconografia nacional. Do médico ao empregado de café, quase tudo é unânime: a :2 é o melhor canal, não tenho é tempo para ver televisão; aquela TVI é que é uma pouca vergonha, mas gostava muito de ouvir o Marcelo; o Mourinho é o melhor treinador do mundo; isto está tão mal que até tenho saudades do Cavaco; qualquer dia, isto é tudo espanhol e por aí adiante.
3 de março de 2005
Indústrias Culturais Pelas minhas contas, foram 28 blogueiros(as) e acompanhantes que estiveram presentes na noite passada no salão Brasil, em Coimbra, a falarem do seu objecto: os blogues. (...) Em quarto lugar, as razões porque leva cada um de nós a escrever um blogue: um por ser defensor da monarquia, outro porque quis protestar contra a guerra do Iraque, outro porque tem de escrever aquilo que lhe é vedado publicar no seu jornal, uma outra com vontade de publicar textos e pensamentos ligados a atitudes pessoais.
Innersmile O Million Dollar Baby é um dos melhores filmes que eu vi desde há muitos anos, um filme poderosíssimo, que não cede um milímetro que seja às lógicas da indústria, e apesar da sua imensa seriedade é capaz de suscitar o fascínio do mainstream. É um feito, sem dúvida, termos um filme vencedor do Oscar para melhor filme que é, com efeito e sob todas as perspectivas, um filme excepcionalmente bom.
A Origem do Amor Começou a contagem decrescente para a 3ª Edição dos Bloscares, que todos dizem não ver, mas cujo prémio todos querem ter. Dia 1 de Abril, às 22:00h, em directo, sem a presença aborrecida do Sean Penn, e sem delay na emissão - se aparecer um mamilo até agradecemos.
Um blog sobre Kleist Este blog cumpre hoje dois anos. Quando lançámos este projecto singularmente colectivo, eu ignorava se duraria dois meses ou trinta anos. A segunda hipótese, contra toda a verosimilhança e o bom senso, está agora apenas a 28 anos de se transformar em realidade, em verde e garbosa realidade. E tudo isto graças a quem? A vocês, leitores, a quem mais!?
Baleia Branca Ana e Marcelo
O regresso de Marcelo não me convenceu. Aquela pose «só falo do que quero» não se coaduna com formato e com uma jornalista inteligente e bem informada que se recusa a ser objecto decorativo da secretária do Professor. Se calhar estamos diante de um equívoco. Marcelo é «one man show».
O regresso de Marcelo não me convenceu. Aquela pose «só falo do que quero» não se coaduna com formato e com uma jornalista inteligente e bem informada que se recusa a ser objecto decorativo da secretária do Professor. Se calhar estamos diante de um equívoco. Marcelo é «one man show».
2 de março de 2005
Apenas um pouco tarde Tira-linhas
Talvez, se pudesse voltar atrás pelo fio contínuo de tudo quanto já escrevi, aproveitasse para apagar alguns textos, umas quantas frases, um livro inteiro. Talvez me livrasse de uma parte do meu passado. O meu receio? Não conseguir parar a tempo de evitar ver-me transformado noutra pessoa.
Talvez, se pudesse voltar atrás pelo fio contínuo de tudo quanto já escrevi, aproveitasse para apagar alguns textos, umas quantas frases, um livro inteiro. Talvez me livrasse de uma parte do meu passado. O meu receio? Não conseguir parar a tempo de evitar ver-me transformado noutra pessoa.
Terras do Nunca Sempre associei o frio - mais que a chuva, na verdade, ao contrário da chuva - a qualquer coisa de purificador. E está de rachar.
Voz do Deserto Saio do Media Markt assim
O mundo é uma gigante árvore de sacos de plástico em que uns sabem apanhar a fruta melhor do que os outros.
O mundo é uma gigante árvore de sacos de plástico em que uns sabem apanhar a fruta melhor do que os outros.
America is 36. The westerns shot in Hollywood did more for the understanding of the Bible than the Vatican.
A Natureza do Mal Serviço Púbico
Com Lopes morto Marcelo não tem picante. A única curiosidade é ver como Ana Sousa Dias faz de Júlio.
Com Lopes morto Marcelo não tem picante. A única curiosidade é ver como Ana Sousa Dias faz de Júlio.
Complexidade e Contradição Madrid é uma cidade que respira Estado. Para o bem e para o mal. O estilo e a escala definem um ambiente urbano de capital. O Poder está sempre a fazer-se sentir. Mas não deixa de ser uma cidade agradável e convidativa. Talvez as pessoas também se dividam entre aquelas que preferem Madrid a Barcelona e vice-versa. Enquanto Madrid é música barroca, Barcelona é jazz.
O último metro "um livro é o único lugar no mundo, onde dois estranhos podem encontrar-se, de forma íntima" Paul Auster
1 de março de 2005
Abrupto Divulgam a ideia que a indústria do comentário produz perversões, subversões e perturbações, em suma, inutilidades perigosas que nenhuma falta fazem. É falso: a indústria do comentário produz controvérsia, racionalidade, e às vezes, imaginação e um olhar fresco. Não é tudo, nem pretende ser tudo, nem se substitui a outras indústrias e actividades cívicas, mas é uma parte indissociável do espaço público da democracia, que sem "opinião" respiraria com dificuldade.
Avatares de um desejo Duas dúvidas permaneceram até ao fim. Primeira. Ficaria Scorsese, após a 5ª nomeação, outra vez sem a estátua para melhor realizador? Ficou. Senti por ele, mas de facto o Aviador não merecia. Grande vencedor, Clint Eastwood, embora com menos óscares do que O Aviador, arrecadou 4 das 5 estatuetas mais desejadas. Segunda. Dúvida. Antiga e igualmente perturbante. Serão "genuínas" as mamas de Selma Hayek?
Blogo Existo O voto individual de cada um de nós não tem a mínima hipótese de alterar seja o que for numa eleição. Os indivíduos têm, portanto, pouco ou nenhum incentivo para perderem o escasso tempo de que dispõem a informarem-se sobre assuntos políticos e para tomarem a decisão de irem votar.
De um ponto de vista estritamente egoísta e racional, seria de esperar que ninguém, incluindo os próprios candidatos, se desse ao trabalho de ir votar.
Não é espantoso, nestas condições, que milhões de pessoas se mobilizem periodicamente só para desmentirem a teoria económica da escolha racional?
De um ponto de vista estritamente egoísta e racional, seria de esperar que ninguém, incluindo os próprios candidatos, se desse ao trabalho de ir votar.
Não é espantoso, nestas condições, que milhões de pessoas se mobilizem periodicamente só para desmentirem a teoria económica da escolha racional?
A Natureza do Mal O Papa à janela.
Puseram-no à janela do Hospital um minuto depois do Angelus. Talvez tenham tido autorização médica para a exibição. Houve sempre médicos para tudo na história dos homens. Mas os crentes lúcidos deviam reagir. Já bastou o Mel Gibson. A forma como o Vaticano utiliza o Papa, num reality show que ameaça perder o sentido dos limites, merece uma reflexão.
Puseram-no à janela do Hospital um minuto depois do Angelus. Talvez tenham tido autorização médica para a exibição. Houve sempre médicos para tudo na história dos homens. Mas os crentes lúcidos deviam reagir. Já bastou o Mel Gibson. A forma como o Vaticano utiliza o Papa, num reality show que ameaça perder o sentido dos limites, merece uma reflexão.
Aviz Uma linha.
Um blog é isto. Muitas vezes, um instrumento narcísico. Depois, vamos simplificando tudo, simplificando até ficar uma linha apenas. Estou na contagem decrescente.
Um blog é isto. Muitas vezes, um instrumento narcísico. Depois, vamos simplificando tudo, simplificando até ficar uma linha apenas. Estou na contagem decrescente.
28 de fevereiro de 2005
Portugal dos Pequeninos Em certa medida, a "blogosfera" foi um dos vencedores das eleições de 20 de Fevereiro. Pela independência crítica, pela iconoclastia, pela ousadia e - por que não reafirmá-lo? - pelo combate dado ao horrível movimento crepuscular da coligação agora de saída. Por isso, vai ser muito interessante acompanhar os próximos tempos. Quem ficará por cá? Quem estará de saída? Quem é que fica embora mudando discretamente de "registo"? Em suma, quem é que se consegue manter fiel à sua matriz original?
Linha dos Nodos Normalidade
Depois de uns dias sem ler blogues constato que esta semana pôs toda a gente a escrever. E gente boa, gente válida, sim. O que obriga a um esforço redobrado para pôr a leitura em dia. (...) É agora que a coisa informe a que chamamos actualidade volta ao seu curso pachorrento?
Depois de uns dias sem ler blogues constato que esta semana pôs toda a gente a escrever. E gente boa, gente válida, sim. O que obriga a um esforço redobrado para pôr a leitura em dia. (...) É agora que a coisa informe a que chamamos actualidade volta ao seu curso pachorrento?
Jornalismo e Comunicação O fenómeno Abrupto
O dia de ontem foi especial, aqui no "Jornalismo e Comunicação". Abruptamente, às 10h02, Pacheco Pereira entendeu abrir a comporta que dá acesso a este blogue e, de imediato, foram às centenas os que vieram à procura do post A venda da Lusomundo Media: mais do que um negócio. De um nível médio de visitas diárias que anda na ordem das 200, passou para mais de mil.
O dia de ontem foi especial, aqui no "Jornalismo e Comunicação". Abruptamente, às 10h02, Pacheco Pereira entendeu abrir a comporta que dá acesso a este blogue e, de imediato, foram às centenas os que vieram à procura do post A venda da Lusomundo Media: mais do que um negócio. De um nível médio de visitas diárias que anda na ordem das 200, passou para mais de mil.
26 de fevereiro de 2005
Aviz Santana é o símbolo da geração rasca do partido, o ponto mais alto da degradação a que o partido poderia ter chegado; a culpa pelo desaire não é apenas de Santana - mas do próprio partido que, maravilhado diante da possibilidade de tê-lo ao comando, lhe entregou tudo, lhe confiou tudo e não deu ouvidos aos avisos de gente experiente e séria;
País Relativo A candidatura de Luís Filipe Menezes tem uma enorme vantagem em relação à de Marques Mendes. É transparente. Para se conhecer o programa político do autarca de Gaia, não é preciso ler a sua moção de estratégia. Basta ler o Público de hoje: "O anúncio de candidatura foi feito perante uma plateia de desconhecidos. Na verdade, rostos reconhecíveis nacionalmente só os de Guilherme Aguiar, comentador desportivo da SIC, ligado ao FC Porto, Marco António, líder do PSD/Porto, e Nuno da Câmara Pereira, o dirigente do PPM eleito deputado nas listas do PSD."
Bloguitica A quatro anos de distância suspeito que o BE não tem muito mais espaço para crescer eleitoralmente.
Complexidade e Contradição Logicamente
O ministro das finanças não deve ser um especialista em finanças.
O ministro das finanças não deve ser um especialista em finanças.
Esmaltes e Jóias «Dentro de um partido, que é uma colectividade, paga-se um preço por falar livremente», disse Pacheco Pereira à Antena 1.
23 de fevereiro de 2005
Contra a Corrente Por último, uma palavra para o «simpático» Jerónimo de Sousa que, sem saber muito bem como, conseguiu inverter a tendência negativa do Partido Comunista. Os portugueses sempre apreciaram a presença de «um dos nossos» nestas andanças. De resto, pode sempre concluir-se que, por vezes, ou quase sempre, mais vale ficar calado.
Ilha Perdida É mais ou menos consensual que o PP foi a surpresa positiva neste governo, embora nunca tenha sido liquido que tal se viesse a reflectir num crescimento eleitoral. Como JPP soube apontar, Paulo Portas foi pela primeira vez a votos com um ambiente de expectativas altas quanto aos resultados, e desiludiu. Fez bem em sair, é o fim de um ciclo, e o PP faria bem em arranjar nova vida em vez de se consumir em vagas de fundo para o regresso do lider.
Blasfémias mais importante para o BdE resulta do facto de estar a crescer de uma forma sustentada, bem integrado nos meios urbanos e em sectores importantes da sociedade portuguesa, onde cada vez mais há brigadas vermelhas. (...) O grande desafio da direita, nos próximos anos, será combater o crescente peso cultural que o BdE começa a ter nos meios urbanos e nos jovens, dado o prejuízo irreversível que isso pode causar à sociedade portuguesa do futuro.
O País Relativo Tal como o PS, o PSD teve um resultado histórico, ou melhor, pré-histórico, já que a sua força eleitoral recuou aos números do início da década de 80. Santana Lopes explica muito, mas não explica tudo. Já nas europeias, com Durão Barroso no governo, as políticas do PSD/CDS foram a votos e tiveram a aprovação de 33 por cento dos eleitores. Um dos maiores erros dos dirigentes do PSD é pensar que, para voltar ao poder, basta mudar de líder.
O Acidental O PS foi, evidentemente, tirar votos ao PSD. Neste sentido, ganhou o centro, o centro que espera do PS a manutenção do estado de coisas existente. O PS vendeu ao eleitorado a conversa de que não há nada de essencial a alterar na estrutura do Estado e nada a alterar na forma como funciona a economia (...). As pessoas quiseram acreditar nisso. Afinal, a conversa era de esperança e todos nós preferimos, normalmente, mensagens positivas.
22 de fevereiro de 2005
Mar Salgado A seguir ao Bloco de Esquerda, o voto branco foi o que apresentou maior subida relativa por comparação com 2002, de 1,01% para 1,81%; ou seja, uma subida de 80%.
Foi também a sexta expressão de voto, à frente de todos os partidos que não elegeram qualquer deputado, e atingiu quase 1/3 dos votos do partido que elegeu menos deputados.
Foi também a sexta expressão de voto, à frente de todos os partidos que não elegeram qualquer deputado, e atingiu quase 1/3 dos votos do partido que elegeu menos deputados.
Fora do Mundo Ao fim de três anos de bloguices, pela primeira vez vou poder reverter o argumento: «Dizes isso porque estás feito com o poder». [P.M.]
A Natureza do Mal Na noite da contagem de votos o Moniz e a senhora interrogavam os políticos. A cada pergunta parecia que nos queriam dizer( a nós ou aos estagiários da TVI): - Estão a ver como é que eles devem ser tratados! E iam subindo a agressividade, e os maus modos, à medida que o sangue lhes faltava nos territórios corticais e os votos dos políticos baixavam. (...) Lembrei-me de um poeta alemão que quando chegava a uma cidade perguntava:- Quem é que manda aqui? E respondiam-lhe: -O Povo. - Eu sei, dizia o poeta. É o Povo, claro. Mas quem é que que manda?
Manda o Moniz e manda a senhora.
Manda o Moniz e manda a senhora.
Abrigo de Pastora Dificilmente me convencerão da fiabilidade do voto electrónico num país em que acontece o que aconteceu com o último concurso de professores e com as últimas devoluções de IRC.
Guarda-factos Muito português de boa fé crê que o presente estado de graça permite a José Sócrates reunir um executivo escorreito. Que a novel maioria absoluta o liberta de pagar promessas ao aparelho rendido. Que a escumalha (tralha é elogio) não passará.
Atrium Um almoço normal de domingo.
E esta normalidade só ganha relevância quando encostada a uma frase que também hoje ouvi de Jorge Sampaio: " para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, há sempre um significado muito forte".
Pois há.
Nós é que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim é que está bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.
E esta normalidade só ganha relevância quando encostada a uma frase que também hoje ouvi de Jorge Sampaio: " para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, há sempre um significado muito forte".
Pois há.
Nós é que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim é que está bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.
21 de fevereiro de 2005
003
Abrupto VEM AÍ
a hecatombe.
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Blasfémias PAULO PORTAS (3)
«Perdi»
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Blasfémias Maria João Avilez diz que Santana sai das eleições com um pequeno partido, o PSL
O Blog dos Putos Paulo Portas tem mais encanto na hora da despedida
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
Blasfémias Agora o Sócrates que ature o Louçã
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
Abrupto O PS ganha estas eleições no momento em que precisa de aplicar soluções drasticamente contrárias à sua índole. Vamos ver o que isto dá mais depressa do que parece. António Lobo Xavier
Abrupto A ÚNICA COISA que não mudou nesta noite: Santana Lopes.
Blasfémias POIS É!
Alguém ficou surpreendido?
a hecatombe.
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Blasfémias PAULO PORTAS (3)
«Perdi»
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Blasfémias Maria João Avilez diz que Santana sai das eleições com um pequeno partido, o PSL
O Blog dos Putos Paulo Portas tem mais encanto na hora da despedida
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
Blasfémias Agora o Sócrates que ature o Louçã
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
Abrupto O PS ganha estas eleições no momento em que precisa de aplicar soluções drasticamente contrárias à sua índole. Vamos ver o que isto dá mais depressa do que parece. António Lobo Xavier
Abrupto A ÚNICA COISA que não mudou nesta noite: Santana Lopes.
Blasfémias POIS É!
Alguém ficou surpreendido?
Barnabé O PS venceu, ganhou uma legitimidade clara, ganhou uma maioria absoluta na Assembleia da República, e ganhou face à abstenção e ao voto branco. Em termos de marketing político a campanha esteve longe de ser brilhante, o que mostra que na idade da imagem, a imagem não é tudo.
Arcabuz Corremos com a incompetência, com os disparates em acelerado compasso, com o culto da personalidade, com a ignomínia, com a vitimização que dispara desesperadamente em todas as direcções, com a «campanha negra».
Abrupto A campanha suja veio a seguir e podia ter liquidado humana e politicamente Sócrates.Foi derrotada. A responsabilidade é acrescida, mas foi forjada neste quadro difícil. Por isso confio e acredito. José Magalhães
Bloguitica Houve, de facto, um voto contra Santana Lopes.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Mas, igualmente importante, também ocorreu um voto a favor de Sócrates.
Blogame Mucho Hoje, humilhado pela derrota que sempre foi certa, perdeu a oportunidade de se demitir sob o olhar comovido das suas indefectíveis apoiantes. Será inevitavelmente corrido pelo partido, em condições bem piores e perdendo a oportunidade, que hoje teve mas que não se repete, de ser uma Evita vitimizada.
Controversa Maresia a repórter da TVI
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
que assentou arraiais à porta do Altis, pergunta a uma manifestante efusiva: Quem é que gostaria de ver no governo? Resposta pronta da senhora: O Vitorino! E ouve-se uma voz lá atrás: Estou aqui! Estou aqui!.
Lindo.
A Causa Foi Modificada Telecomando:
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
a única coisa verdadeiramente indispensável para uma noite eleitoral em condições.
A Praia O voto significa uma escolha sobre um assunto que não é particular, não é íntimo, mas tem consequências para a vida de todos. Um voto não é uma afeição íntima, uma escolha particular, como a religião, o amor, ou o sexo. Em condições ideais devemos tratar o nosso voto como público. Mesmo que essa publicitação implique expormos também publicamente as nossas hesitações, as nossas dúvidas, as nossas angústias.
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