3 de junho de 2005

100nada

100nada: "Porque é que eu vou votar no 'não'

Porque não estou para me dar ao trabalho de saber que raio votaria eu se votasse 'sim'. Ora aqui está um excelente exemplo de cidadania, interesse pelo futuro do país, do continente e do planeta, eu sei. Mas quero mais é que não me chateiem."

2 de junho de 2005

Quezia

Quezia: "Detesto estar a passear na net e haver alguém a tentar 'cuscar' o que estou a ver e fazer... . Ai, vem lá outra vez!"

barnabé

barnabé: "p.s: o título do post do Terras do Nunca levanta uma questão interessante. O que é que é caracteriza um blogueiro políticamente activo? Ou, colocando a questão ao contrário, quem é que, escrevendo num blogue que centra a sua atenção preferencialmente na política e na agenda que a domina, não é um 'blogueiro politicamente activo'? As 'agendas', já se sabe, são como os chapéus. Há muitas."

Semiramis

Semiramis: "Vou votar Não à Constituição europeia. Mas estou muito indecisa. Estou mesmo em extremo indecisa, sem saber se o meu Não vai ser um voto liberal, conservador, social-democrata, socialista, trotskista, comunista renovador, estalinista, socialista libertário, radical socialista, socialista revolucionário, socialista reaccionário, socialista impopular, neo-conservador, paleo-conservador, liberal-conversadorconservador, ..."

(o vento lá fora)*

(o vento lá fora)*: "A audiência global da blogosfera em Portugal rivalizará hoje com a audiência dos jornais e revistas. E se em vez de falarmos da 'televisão' assim por alto e nos focássemos em programas, porque cada programa não tem a audiência genérica da respectiva estação mas a sua própria, estou convicto que alguns blogues (teríamos de aplicar aqui a mesma medida) serão mais lidos que tais programas vistos."

Albergue dos danados

Albergue dos danados: "Hol anda. Um, dó, li, nee. "

1 de junho de 2005

melancómico

melancómico: "Sugestão
E se, em vez dos advogados, as pessoas levassem os psiquiatras para as reuniões de condomínio?"

Estranho Amor

Estranho Amor: "- Achas que estou bem assim?

- Estás deslumbrante. Os meus sonhos sempre se vestiram de preto e branco."

um voo cego a nada

um voo cego a nada: "Anakin had a crazy dream one day
He thought he might become the Darth Vader
Palpatine showed him the way
Iron legs, mask on his face
He said, Hey Ana
Take a walk on the dark side
He said Hey honey
Take a walk on the dark side
And all the Jedi knights go
Doo do doo do doo do do doo"

A NOITE

A NOITE: "Um estudo feito no universo estudantil universitário do Porto relata uma sucessão de dificuldades de integração, estados de ansiedade, depressões, formas várias de bipolaridade. No extremo, os mergulhos na escuridão ou no nada do suicídio. Fala também da forma como todos, ou quase todos, assobiam para o ar quando se fala 'dessas coisas'. Vejo-os também - do lado da minha experiência, ao meu lado todos os dias - desamparados, à margem. São muitos e muitas. Parecem-me cada vez mais. Cada um tocando a solo (absoluto?) o seu caminho. "

Aviz

Aviz: "A proliferação de sites com efeitos sonoros e com flash, animação & pantomineirices, está ameaçar-nos a todos. Daqui a uns tempos estaremos com saudade do velho html na sua versão mais simples."

Blogame mucho

Blogame mucho: "O fenómeno do neon

A blogosfera está viva, sem qualquer dúvida. Isso nota-se, por exemplo, na polémica, ainda tímida, sobre a estética dos blogues. Já se desdobram as críticas sobre a música ambiente dos blogues ou sobre os efeitos especiais, os coloridos berrantes e o excesso de informação."

31 de maio de 2005

amélia postigo: dias curvos, línguas rectas

amélia postigo: "O campo possui um círculo ao meio, onde irrompe a bola, e é rectangular junto à baliza, também ela um rectângulo. Tudo o que lá entra, leva a um recomeço.

A entrada da bola na baliza determina a supremacia de uma das equipas. Quando a bola entra na baliza metida pelos que jogam em casa, sente-se o Poder e a Luz nascer entre os adeptos no estádio; quando é a equipa estrangeira a marcar golo, a Vitória e a Glória não tardarão a dar a estes o título.

Cores preferidas dos equipamentos numerados: vermelho, verde, azul, amarelo, preto e branco. Três dos quatro animais predominantes: águia, leão e homem."

o-emissor

o-emissor: "Há muito que a obsessão por fotos nos programas de conversação, tornou-se uma tradição egoísta que elimina muitas vezes perguntas sobre o nome, profissão e localidade. Quando não elimina, pula desumanamente por cima delas, como se o facto de ter foto fosse algo que respondesse a todas estas questões de uma só vez."

O céu sobre Lisboa

O céu sobre Lisboa: "Uma sensação curiosa, não?, ler um grande escritor português noutra língua."

Fora do Mundo

Fora do Mundo: "Oito parlamentos ratificaram a «Constituição Europeia». Ao segundo referendo, o NÃO venceu. Altura para tirar algumas conclusões dessa discrepância, para perceber que a Europa se constrói a passo e não a galope, para acabar com a chantagem de caminhos únicos e respostas únicas. Estamos gratos ao povo francês por esse contributo."

A Memória Inventada

A Memória Inventada: "A vivência em Nova Iorque veio à superfície. 'Greed is good'. Dou pela primeira vez comigo a pensar em dinheiro e a fazer disso prioridade. É fascinante mas, antes de mais, é clarificador. Um tipo que elege o dinheiro como objectivo primeiro tem a vida simplificada. Oxalá o bom senso volte quando chegar a altura de escolher o faqueiro."

Miniscente

Miniscente: "Se eu pudesse ter baptizado o episódio de ontem tinha-lhe chamado, muito camusianamente, A Queda."

Avatares de um desejo

Avatares de um desejo: "Camus dizia que o charme é a forma de se obter a resposta sim sem nunca colocar uma questão clara.

Pois é. Chegada a hora das perguntas percebemos que um certo modelo de Europa se desenhou carente de democracia e sem charme algum."

30 de maio de 2005

Aviz

Aviz: "Na verdade, o nosso voto é irrelevante. O «sim», no nosso caso, vai ser redundante."

Causa Nossa

Causa Nossa: "A crise europeia que o falhanço da Constituição anuncia só pode ser celebrada em Londres, Washington, Pequim ou Nova Deli, e por todos os que não desejam uma Europa mais forte na cena económica e política mundial. O falhanço francês é também o falhanço da UE."

ABRUPTO

ABRUPTO: "Mas não é isso que é democrático, votar sim ou não conforme entendemos que uma lei ou directiva nos atinge e afecta? E não é um sofisma pretender que o voto nobre nos “princípios” da Constituição está “acima” moral e politicamente das políticas que dela decorrem e que ela, com todo o seu upgrade dos poderes burocráticos, potencia?"

BdE - Blogue de Esquerda (II)

BdE - Blogue de Esquerda (II): "É a prova de que os grandes passos do projecto europeu não podem ser decididos apenas pelas elites políticas, nem reduzidos a meras etapas de um caminho previamente traçado e de sentido único. Os europeus têm direito a uma palavra sobre o seu destino comum. E têm direito a questionar os instrumentos que vão reger esse destino comum. Ao rejeitarem um projecto de Constituição que estava longe de ser neutro e benigno, os franceses foram, hoje, os mais europeus dos europeus."

Tempus Perdidus

Tempus Perdidus: "Nim
É o que eu penso da Constituição Europeia."

Jaquinzinhos

Jaquinzinhos: " Hegemonia

Um Governo, uma Maioria, um Presidente, um Governador do Banco de Portugal."

monólogo

monólogo: "o não francês à Constituição europeia, apesar de esperado, deixou-me desiludida. a minha crença numa europa federada morreu hoje. a partir daqui, não há novas oportunidades, só retrocessos e remendos. pobre europa"
torneiras de freud: "passagens predilectas da constituição europeia"

29 de maio de 2005

Blasfémias

Blasfémias: "Pois eu acho que se a França se tornar num empecilho à construção europeia maior do que já é, deve ser expulsa da União Europeia."

vitriolica webb's ite

vitriolica webb's ite: "* today, SUNDAY,
buy Público...
it has a new
weekly kids'
magazine in it,

KULTO

It's whizzer!
and NOT for
the faint hearted

Abrigo de Pastora

Abrigo de Pastora: "Pedido de ajuda

Há por aí alguém que tenha gravações de cantos de aves portuguesas em formato digital, ou conheça algum sítio da rede onde as possa encontrar, ou saiba de algum CD com gravações do género? Agradecem-se quaisquer informações."

Last Tapes

Last Tapes: "Diz-me, sabes o que é sonhar?
Esta noite sonhei que estava nos Açores. Não sei em que ilha, sei porém que era lá e isso basta. Em determinada altura olhei pela janela e vi um vulcão ao longe em errupção. Não era lava o que ele expelia mas pedacinhos de chocolate."

Quid Rides?

Quid Rides?: "Na defesa do seu imposto Robin dos Bosques, Louçã acabou de afirmar, na SIC Notícias, que este imposto afectaria cerca de mil famílias, ou seja, 'um por cento da população nacional'."

28 de maio de 2005

Jonasnuts

Jonasnuts: "Sempre me fez alguma confusão o facto de consumir Blogs, mas não ter vontade absolutamente nenhuma de ter um Blog. Para além da explicação óbvia de não gostar de me expor, tinha de haver mais qualquer coisa.

Ontem, ao ver um Blog de um só post, experimental, por sinal, descobri a principal razão da minha resistência. Eu não escrevo bem. A verdade é essa.

Isto é, sou capaz de escrever uma frase correcta, sem erros de ortografia ou construção (pelo menos dos graves), mas a verdade é que não escrevo 'bonito'. Escrevo limpinho.

Sou incapaz de brincar com as palavras, colocar a plavra certa no sítio certo de forma a que quem quem lê, saiba que aquela era, de facto, a única palavra possível, ali, naquele momento. Não sou uma poeta.

Ao ser confrontada com a realidade inegável de que há quem escreva melhor (MUITO melhor) do que eu..........prefiro não escrever. Não gosto de participar em coisas onde há pessoas muito melhores que eu."

um voo cego a nada

um voo cego a nada: "o melhor do filme, na minha opinião, é mesmo esse processo de reconhecimento gradual que se vai operando nos espectadores, ou pelo menos nos espectadores que viram e se deixaram seduzir pelo SW, à medida que as coisas se vão caminhando para esse ponto em que eles, os espectadores, tomaram conhecimento da história, e se deixaram apaixonar, há tantos anos atrás, numa galáxia muito muito distante."

Quatro Caminhos

Quatro Caminhos: "A Minha Cabeça É Um T1

Ainda bem que a consciência vive com a saudade. Sempre que quero saber notícias poupo uma visita."

27 de maio de 2005

Azul cobalto

Azul cobalto.: "Deixo uma citação que trago desde a infância em África, rabiscada a marcador negro no kitsch de um pequeno e ratado rectângulo de cartolina cor-de-rosa que já não permite que se veja o nome do seu autor, e com que, ao longo de muitos anos, assinei as fitas dos meus alunos finalistas como se pudesse, dessa forma, passar-lhes um testemunho pessoal e profissional:

'A felicidade encontrá-la-ás quando procurares e encontrares outra coisa qualquer.'"

26 de maio de 2005

Modus vivendi

Modus vivendi: "(sobre a vaidade diferente)
Gostei de encontrar o Modus, transfigurado em livro 'Pagar para ver', no stand da Âncora, na Feira do Livro. Ter livros técnicos não é nada parecido com a 'exposição' de alguma espuma dos nossos dias."

Babugem

Babugem: "A diferença entre ler o mesmo texto num livro (ou revista) ou num blogue, é que no primeiro caso estamos a ler uma página e no outro estamos a ler uma imagem."

Welcome to Elsinore

Welcome to Elsinore: "A certa altura, lê-se:

Que hábito estranho:
Educar as crianças contando mentiras!


Trinta anos nos separam da edição deste livro. Talvez a educação pela mentira já não seja um problema premente. Talvez não houvesse grande necessidade de inventarmos novos problemas."

[a barriga de um arquitecto]

[a barriga de um arquitecto]: "O sexo é, entre nós, domínio de um estranho silêncio. Continuamos a persistir numa mentalidade que nos transforma em verdadeiros analfabetos sentimentais."

25 de maio de 2005

Classe Média

Classe Média: "Morrer com saúde é inútil. A partir de um certo ponto na vida é importante deixar de ser saudável nem que seja garantir a eficácia da morte, quando ela rondar. Há uma certa nobreza em saber mudar de assunto."

Complexidade e Contradição

Complexidade e Contradição: "Uma coisa é certa: os refugiados vão começar todos a dialogar."

100nada

100nada: "Os blogs são chatos ou é de nós?"

a-metamorfose

a-metamorfose: "Apresentar o défice orçamental com precisão de uma centésima de ponto percentual é ridículo. Uma centésima de ponto percentual do produto interno bruto são 13 milhões de euros. Se cada português oferecer um euro ao estado, o défice passa de 6,83 para 6,82% e a retoma fica mais fácil."

opiniondesmaker

opiniondesmaker: "A época futebolística de 2004/2005 é passado. Agora que já estamos praticamente na época 2005/2006 antevejo-a calma, já nenhum dos ‘grandes’ vive na ansiedade de ainda não ter ganho neste milénio, e Peseiro pode desenvolver o seu trabalho serenamente como se do outro lado estivessem 11 carmelitas descalças, o árbitro fosse um eremita e os fiscais de linha franciscanos. O campeonato será certamente como uma via-sacra, perdão, como um passeio de escuteiros por um mosteiro beneditino. Sem azedumes."

opiniondesmaker

opiniondesmaker: "No dia em que o ciúme desaparecer, o amor passará também a ser uma percentagem do PIB. Virá então uma comissão analisá-lo e chegará à conclusão: temos de cortar rente, sacrificar amizades e aumentar nas cobranças. ‘Apertaremos o cinto’ e nunca mais ficaremos ‘com as calças na mão’. No limite amaremos todos por igual em regime de duodécimos. Ninguém se ficará a rir de ninguém. "

Quatro Caminhos

Quatro Caminhos: "O Tejo VI

As vogais, abertas até Alverca, começam a arquear a sério de Santarém para cima. Ao chegarem a Abrantes já vão completamente circunflexas."

seta despedida

seta despedida: "Horas de almoço

É possível fazer vinte segundos de batota com o trânsito, o sol, o pó e os jovens executivos, enfiando por um simples carreiro estreito e cheio de raízes, quase paralelo à rua, sob arbustos de camélias sem flor, no Palácio de Cristal."

24 de maio de 2005

A Peste

A Peste: "brave new world
O Benfica é campeão. Os irmãos Dardenne venceram pela segunda vez a Palma de Ouro. O Governo vai aumentar o IVA. Há dias em que o mundo rebenta."

Baggio Geodésico

Baggio Geodésico: "Qualquer amor já é um pouquinho de saúde.
Guimarães Rosa"

monólogo

monólogo: "ninguém (cá da casa) gostou do meu corte de cabelo tirando eu própria. receio estar a distorcer a imagem que o espelho me dá quando ainda agora a lavar os dentes me senti uma espécie de jean seberg"

SÍTIO DO NÃO

SÍTIO DO NÃO: "MÁRIO MELO ROCHA SOBRE O 'SÍTIO DO NÃO'

'O sítio do “não” agrupará por via negativa sem que haja um denominador comum para lá do próprio “não”. A extrema-direita e a extrema-esquerda juntar-se-ão aí. Integralistas, anti-europeus e eurocépticos militantes aí estarão. Saudosistas do Império aí residirão. Será um albergue destrutivo e demagógico. Uma espécie de novo “sítio do pica-pau amarelo” sem pirlimpimpim. Em que todos verão na Europa e no Tratado Constitucional bruxas e demónios, criaturas de três olhos e afins. Sabemos não ser assim. Mas também sabemos que não se sabe o que propõem para lá da rejeição.'"

Miguel Portas . Net - Opinião

Miguel Portas . Net - Opinião: "Apesar de tudo isto, apesar de nas cidades francesas as frases mais benignas do Tratado inundarem, à chinesa, a paisagem urbana, o “inexplicável” acontece: pelo menos metade dos franceses não se impressiona nem se deixa convencer “pelos que sabem”. Uma “dissidência silenciosa” está a tomar conta da França."

23 de maio de 2005

Ma-Schamba

Ma-Schamba: "O subdesenvolvimento é isto. Não falar."

Jaquinzinhos

Jaquinzinhos: "As mulheres não percebem nada de bola. É por isso que cá em casa, só festejam elas. Os homens, mais dedicados a estas coisas da bola e mais bem informados são, obviamente, leões."

Vidro Azul

Vidro Azul - Um programa de rádio, um blog e outros estilhaços.: "O éter português, é sabido, segue o pior caminho.
As rádios de antena nacional (públicas e privadas) são sintonias formatadas graças, em grande medida, às castradoras play lists que, para além de debitarem a 'não-música', extinguem os realizadores de programa - agora, apenas 'vozes' e dedos que primem o enter ou o space do teclado."

Voz do Deserto

Voz do Deserto: "O lado negro da Força pertence ao cinema. Eu satisfaço-me com a ideia de pecado. E, feitas as contas, Agostinho era também um miserável pecador. Diz-se que perseguia e em muito inspirou a Inquisição. Os homens de Deus são capazes das piores coisas sem precisar de capacete e voz distorcida."

Welcome to Elsinore

Welcome to Elsinore: "Sim, hoje não há mais nada, nunca haverá mais nada. É a chama imensa que me vai guiar até ao fim do dia, por entre hordas de gente que não merece o título. O título, essoutro, que não foi este ano desejado, pela primeira vez desde que respiro. Ainda assim o Benfica será sempre maior do que os muito-abaixo-de-medíocres que temporariamente o governam.
E sinto, como se fosse agora, a emoção do Toni, em Braga, há 11 anos. Lembro-me do Benfica ser Benfica. Também, agora, talvez.
Vou mentalizar-me (para as hordas), como é hábito dizer-se."

21 de maio de 2005

A Origem do Amor

A Origem do Amor: "O único Star Wars relevante não foi realizado por George Lucas. Quando não se gosta de trabalhar com, e dirigir, actores paga-se um preço alto. E só não se fica endividado porque o consumo e o franchise são dois óptimos remédios para a falta de sensibilidade visual e narrativa"

universos desfeitos

universos desfeitos: "Mais que um pintor de excepcional qualidade, Leonardo da Vinci foi uma alma atormentada pelo tempo, pela efemeridade da vida, pelos limites que o tempo impõe a quem anseia, pelo labor diário, o que há de eterno nos esquivos momentos da natureza. Talvez por isso lhe prefira os esboços, as obras inacabadas. São essas obras as que mais lhe denunciam a fome de conhecer, são esses “ensaios” que nos tornam evidente a tal ânsia de fazer e conhecer. E, na mesma medida, adicionam a essa atitude a gravidade do essencial, a proximidade a uma espécie de eternidade que, a ser perfeita, terá de ser sempre inacabada. É como se a obra que não chega ao término da sua maturação, fosse aquela que mais vive esta morte permanente de ir vivendo. Pois se é no esboço que tudo principia, será também para o esboço que tenderão todos os fins."

umblogsobrekleist

umblogsobrekleist: "Por exigência do seu novo filme, Natalie Portman rapou inteiramente o cabelo. Falando do seu novo visual, a actriz declarou: «Alguns vão provavelmente pensar que eu sou neo-nazi, que tenho um cancro, ou que sou lésbica.».

Ou seja, um crescendo de horrores."

20 de maio de 2005

Amélia Postigo

amélia postigo: dias curvos, línguas rectas: "Olho pela janela e digo: estou a traduzir o mundo. Ou traduzindo melhor o processo: qual janela?, qual olhar? Volto-me e calo: sou traduzir do mundo."

A Memória Inventada

A Memória Inventada: "O que mais me indigna no já famoso caso sobreirogate não é promiscuidade entre o poder político e o grande capital, nem a esperteza saloia, nem a indecência de se falsificar uma data. O que mais me indigna - e não é bem indignação, é mais tristeza - é ver o nome da minha árvore preferida associado ao de previsíveis aldrabões. Como se não bastasse, o papel do sobreiro nesta história é o de cadáver principal. "

educação sentimental

educação sentimental: "Há frases que os amigos devem temer. «Conheci uma pessoa», por exemplo. «Conheci uma pessoa» equivale a chegar perto dos pais e anunciar que «aconteceu uma coisa». Dizer que se «conheceu uma pessoa», ostensivamente ignorando género e nome, é de fazer disparar a sirene. É um «salve-se quem puder» sem salvação à vista. É o prenúncio da tragédia. Nessa altura, os amigos não fazem perguntas. Já só olham e ouvem. Compadecidos, exaustos, esperam pelo fim da peça."

19 de maio de 2005

Nariz de Ferro

Nariz de Ferro: "Ler, ler e ler

Quando um tipo não tem vida própria, vive com a dos outros."

A Esquina do Rio

A Esquina Do Rio: "A Constituição Europeia é boa ou má para Portugal?
Pois não sei. Humilde e sinceramente digo que não sei. "

Satyricon

Satyricon: "EDUARDO LOURENÇO: Excelente programa o que passou na RTP sobre este fabuloso ensaísta português.
Não conhecia o seu ambiente de trabalho e não deixei de me enternecer com aquela secretária atafulhada de jornais, livros e recortes sem fim, em que se abria apenas um nicho para que ele, com a sua vulgar esferográfica BIC, pudesse escrever. É daquela oficina que saem as assombrosas reflexões que regularmente temos oportunidade e o privilégio de ler."
A Cidade Surpreendente: "Quem chega ao Porto chega sempre a um lugar diferente. Será do nevoeiro, será da claridade das casas austeras, dos jardins adocicados, da iluminação, das ruas apertadas, será da sombra do rio ao fundo dos hotéis cheios de gente, sei lá, deve ser de tanta beleza indizível, irretratável, mas também pode ser da memória do teu corpo que me persegue como uma onda e me galopa. E depois até a chuva é diferente."
A Tasca da Cultura: "A referência à história de referência só se encontra nos sites de «referência» porque, como é óbvio, depois da explosão da blogosfera só se referem os blogues de referência e os momentos de referência nos blogues de referência na história de referência.

Eu até compreendo a necessidade prática dessa selecção de momentos.
São tantos os blogues não é? E dá trabalho. Há que manter o status.
Posto isto, decidid avançar com a publicação da Verdadeira História da Blogosfera:"

18 de maio de 2005

Blogame mucho: "A maior parte dos portugueses não lê blogues. A blogosfera como que se auto-impacta. Oxalá se resolva o caso sem cirurgia."
Quatro Caminhos: "Ante Meridium

Calor à noite, dias grandes, água morna, cigarras, estrelas evidentes. Um Verão para breve."
Xanelcinco: "O outsider
Pergunta que me fez o meu amigo A hoje de manhã:

- Ó M., o que é S'O B, S'O'B, S'O'B ??"
blog.delaranja.com: "I feel the same for Portugal. Most of the information about the Portuguese Internet reality is written in Portuguese. There is much to gain to open that information to the rest of the world and share ideas and opinions."
K: "Eu comecei a escrever em inglês porque acho interessante que se possa cruzar referências com outros blogs -- o espaço de blogs é dominado pelo Inglês. No entanto, soa-me sempre esquisito escrever sobre o que ando pessoalmente a fazer em Inglês, e acabo por evitá-lo. Para quê escrever para o mundo todo se isto só me interessa a mim? Assim, passo a escrever em Inglês aquilo que possa vir a interessar ao resto do mundo. O que for mais pessoal, vai mesmo em Português."

17 de maio de 2005

melancómico: "Tempos modernos
Soube que se ia casar por SMS. E soube que se ia divorciar num rodapé da TVI."
A ESPUMA: "De forma sucinta: no blogue A Espuma dos Dias os links para outros blogues
são colocadodos segundo os critérios subjectivos da amizade, da empatia, da
cumplicidade, das causas comuns etc...
Trata-se, de certa forma, de uma forma de lobbying."
The Galarzas: "Toda a Verdade
Falta uma semana para o parto mais esperado do ano... Em breve, todas as questões serão respondidas, todas as dúvidas serão esclarecidas, toda a verdade será revelada: como é que ele nasce? quem é afinal o pai? o que acontece à mãe? será o benfica campeão? Está quase, está quase..."
O Blog dos Putos: "A blogosfera é, no que me interessa, muito semelhante, a garimpar ouro à moda do Brasil ou do Alaska. De vez em quando encontram-se boas pepitas. E ficamos um pouco mais ricos. Compreendo que com o pouco tempo que hoje se tem seja mais fácil ir ler, tal como acontece nos livros desde há muito, aqueles blogs que toda a gente lê e de que toda a gente fala. Daí que na blogosfera, quais revistas cor-de-rosa, seja muito importante ser falado. Nesse aspecto a blogosfera portuguesa é muito pós-moderna: há um conjunto largo de bloggers que são só discurso, discurso que não aguentaria uma análise atenta ao que realmente se está para ali a dizer. Mas também não há problema pois as pessoas só os lêem porque ouviram dizer que são bons, não porque estejam realmente a pensar no que está para ali a ser dito ou se haverá quem diga coisa melhor.
Felizmente a blogosfera não é só isto. Há muitos blogs, em muitas plataformas, que, em toda a sua ignorância, voluntarismo, inocência, acabam por ser mais honestos que toda a blogosfera famosa junta."
Blasfémias: "Na RTP 1, no Prós & Contras, Fátima Campos Ferreira e Saldanha Sanches julgam em directo Isaltino Morais, sem a presença de advogado.

'Caro Dr. Cravinho, o Dr. Isaltino não tem cara propriamente de vítima' (risos histéricos), diz Fátima. Saldanha rebola-se na cadeira, enquanto faz olhinhos de chinês, acompanhados de risinhos envergonhados.

(...)

Eu não simpatizo com o Dr. Isaltino Morais, mas o que a RTP está a passar ao país é hilariante... 'Esperto' foi o ex-autarca de Oeiras, que não foi 'fisicamente' ao programa, aproveitando o 'satélite'. É que deve ter sabido que a RTP já tinha preparado um conjunto de pneus e gasolina. Iam resolver logo ali o problema!
"
A Natureza do Mal: "Nenhum dia me parece o certo para ir às fotografias para o bilhete de identidade. Olhos, boca, o sinal que há no nariz, o defeito da sobrancelha, nem pensar que hão-de durar, estandarte do meu nome e residência."
Terras do Nunca: "A noite passada lá esteve ele [Almocreve das Petas] a folhear um catálogo de livros antigos, a copiar uma gravura, a topar a pandilha neo-liberal. É um dos mais noctívagos lugares da lusa blogosfera. Há dois anos a fazer das trevas luz."

16 de maio de 2005

B L O G U I C E S Ao contrário do que se possa pensar, não é fácil.
Para além de passar rapidamente, um dia na vida dum Blogger tem algumas contrariedades e toneladas de expectativas. De qualquer das formas é um dia que começa bastante cedo. Por vezes, cedo demais para quem se deitou tarde ou nem sequer o fez. Mas blogodependência é assim mesmo.
A Mão Invisível Os blogues são um mundo muito interessante e estimulante, no entanto, para quem tem um blogue no qual não escreve acerca da sua profissão, do qual não retira dividendos de qualquer tipo excepto a vontade de alterar a agenda e refutar muitos dos disparates ditos publicamente, chega sempre um momento de cansaço. Um ano, talvez dois e é preciso muita vontade para sacrificar a vida profissional, onde se faz dinheiro e carreira, e a vida social, onde tanto se desfruta, para dispender tempo numa base quase diária à frente de um computador com internet.
Million Dollar Kiss: Blog Oh Blog Os blogs não são importantes ou sérios. Não são um 'fenômeno', seria como chamar o celular de 'fenômeno'. É apenas tecnologia, coisas, stuff, andando pra frente, ou tentando, enquanto meu 'fenômeno' gasta a bateria e perde sinal - aqui também existem problemas.
A Barriga de um Arquitecto Quem somos nós na internet? Que sentido de comunidade existe? O segundo aniversário do Abrupto tem motivado algumas reflexões sobre a blogosfera portuguesa. Pergunto-me se própria palavra não é uma ilusão: “blogosfera”. A palavra constrói o conceito, mas o conceito por detrás da palavra é realidade ou distorção - a linguagem como meio para a construção de uma realidade socialmente instituída. Essa blogosfera existe? Não sei, e no entanto, ela move-se. Em que ficamos?
Terras do Nunca Dou, então, comigo a pensar porque escrevo eu um blogue. Que não é um diário, nem um sítio de análise política, nem um exercício de escrita (um objecto literário). Há muitos meses - quando todos andávamos a metablogar (coisa a que agora voltámos) - escrevi que isto é para mim, antes de mais, um acto de vagabundagem. Faço o que quero, quando quero, como quero. Sem compromissos. Esse talvez seja o maior prazer - escrever, dar-me ao trabalho de pensar para escrever, sem objectivo definido. E a minha única pretensão é essa.

15 de maio de 2005

A Memória Inventada Um campeonato de futebol é um conjunto de jogos chatos que se auto-organizam para salvar um deles do esquecimento colectivo.

14 de maio de 2005

Dois anos de Abrupto

Impensável O Abrupto... Tenho de confessar que, por vezes, je le trouve presque agaçant. Mas leio-o, não para saber de recados políticos subliminares - que nem entenderei - mas as outras coisas, os vulcões, a astronomia, os livros descobertos, as coisas simples que ele lá põe de manhã. E leio com gosto isso porque percebe a gente que ele gosta daquilo, das lavas, das órbitas distantes, dos livros descobertos em alfarrabistas com um entusiasmo infantil que o embaraça (e ele sabe disso e joga com isso inteligentemente, mesmo quando se perde, por vezes, em narcismos menos infantis, tentando com que tudo reverta a favor de uma casualidade bem intencionada). Ah, lê-se bem.



A Memória Inventada A crítica de Mexia resume-se à seguinte afirmação: "o Abrupto cria uma ficção do homem inteiramente público, do homem racional e desapaixonado, como se Pacheco não albergasse, como nós todos, traumas e rancores (visíveis a olho nu, de resto)". E então? Pessoalmente, aplaudo. Já não há pachorra para tanto estilo confessional. (...) Aqui na blogosfera, JPP pode ser "o Pacheco", mas convém ter presente que este Pacheco podia ser pai de 95% dos bloggers portugueses. Há uma incompatibilidade geracional difícil de ultrapassar. Acresce que Pacheco é uma figura pública de estilo ortodoxo, cerebral e frio. O que queria Mexia? Que JPP surgisse de repente em registo intimista e a exprimir dúvidas?



(o vento lá fora)* O efeito JPP alavancou, de forma abrupta, a mediatização dos blogues em Portugal. Em finais de 2003 chamei a atenção para o esperável efeito perverso de tal mediatização feita à custa da entrada na rede de figuras públicas (logo mediáticas). Ano e meio depois a tendência tornou-se mainstream e a genuflexão de contornos feudais uma irritante realidade.



Terras do Nunca Poder-se-ia dizer que há uma blogosfera portuguesa antes do Abrupto e outra depois. Mas isso seria redutor. Sem o Abrupto não haveria blogosfera. Existiriam uns blogues, que começariam e acabariam, uns com glória, outros sem. O Abrupto funciona como o polo aglutinador, mesmo daqueles que nunca por lá passaram, mesmo daqueles que fingem que nunca por lá passam.



Sob a estrela do norte O Abrupto, por vezes me entusiasma, outras me enfada, mas nunca dele prescindo.



Miniscente Para mim, o Abrupto não é um deus, mas é um óptimo blogue de visita diária. Nem sempre gosto do que lá vejo. Refiro-me a algumas escolhas estéticas, a reiterados objectos de estudo e a uma certa aridez rítmica que uma ou duas secções inspiram. Mas, por outro lado, o Abrupto é um blogue situado fora do que o senso comum designa por “politicamente correcto” e reflecte o ímpeto independente e livre que, nos tempos que correm, é raro entre nós. Em Portugal há muita gente “liberta”, mas pouca gente realmente livre e afirmativa como é o caso de JPP.



Atrium Há uns dias atrás o Público assinalava a passagem do segundo aniversário do Abrupto com um conjunto de trabalhos sobre o "impacto dos blogs no debate político". (...) o Público terá querido escrever sobre "o impacto dos blogs no debate político" mas escreveu - isso sim - sobre a presença dos políticos na blogosfera (...); o 'circuito fechado' em que aparentemente vivem alguns jornalistas - demonstrado pela relevância dada apenas aos políticos (profissionais ou semi-profissionais) que usam a blogosfera como uma outra plataforma - será, precisamente, um dos factores que potencia o sucesso do formato.



A Barriga de um Arquitecto Faz sentido para alguém que pode (e quer) romper constantemente as fronteiras da blogosfera para a atmosfera. Mas porque se invoca esta capacidade de que os blogues afectem o mundo lá fora como um requisito para a sua maioridade? Os blogues não são um canal para a mediatização; são apenas o nosso monólogo interno que o resto do mundo pode ouvir; uma subscrição para o fio da consciência de cada um. É por isso que o Abrupto é interessante: não por ter eco lá fora, mas porque nos permite olhar lá para dentro, para o interior da cabeça do Pacheco Pereira e tirar de lá o que lhe vai na alma.



Abrupto Já o disse e repito: o Abrupto é o “jornal” que, desde que me conheço, gostaria de ter tido, parte da minha voz. Não a minha voz, mas parte da minha voz. Feita do ruído do mundo, do meu ruído, da fala incessante, dos quadros, dos versos, da música, das palavras, que nos faz o que somos. O Abrupto é sobre isso, o Abrupto é isso.
Impensável O Abrupto... Tenho de confessar que, por vezes, je le trouve presque agaçant. Mas leio-o, não para saber de recados políticos subliminares - que nem entenderei - mas as outras coisas, os vulcões, a astronomia, os livros descobertos, as coisas simples que ele lá põe de manhã. E leio com gosto isso porque percebe a gente que ele gosta daquilo, das lavas, das órbitas distantes, dos livros descobertos em alfarrabistas com um entusiasmo infantil que o embaraça (e ele sabe disso e joga com isso inteligentemente, mesmo quando se perde, por vezes, em narcismos menos infantis, tentando com que tudo reverta a favor de uma casualidade bem intencionada). Ah, lê-se bem.
A Memória Inventada A crítica de Mexia resume-se à seguinte afirmação: "o Abrupto cria uma ficção do homem inteiramente público, do homem racional e desapaixonado, como se Pacheco não albergasse, como nós todos, traumas e rancores (visíveis a olho nu, de resto)". E então? Pessoalmente, aplaudo. Já não há pachorra para tanto estilo confessional. (...) Aqui na blogosfera, JPP pode ser "o Pacheco", mas convém ter presente que este Pacheco podia ser pai de 95% dos bloggers portugueses. Há uma incompatibilidade geracional difícil de ultrapassar. Acresce que Pacheco é uma figura pública de estilo ortodoxo, cerebral e frio. O que queria Mexia? Que JPP surgisse de repente em registo intimista e a exprimir dúvidas?
(o vento lá fora)* O efeito JPP alavancou, de forma abrupta, a mediatização dos blogues em Portugal. Em finais de 2003 chamei a atenção para o esperável efeito perverso de tal mediatização feita à custa da entrada na rede de figuras públicas (logo mediáticas). Ano e meio depois a tendência tornou-se mainstream e a genuflexão de contornos feudais uma irritante realidade.
Terras do Nunca Poder-se-ia dizer que há uma blogosfera portuguesa antes do Abrupto e outra depois. Mas isso seria redutor. Sem o Abrupto não haveria blogosfera. Existiriam uns blogues, que começariam e acabariam, uns com glória, outros sem. O Abrupto funciona como o polo aglutinador, mesmo daqueles que nunca por lá passaram, mesmo daqueles que fingem que nunca por lá passam.
Sob a estrela do norte O Abrupto, por vezes me entusiasma, outras me enfada, mas nunca dele prescindo.
Miniscente Para mim, o Abrupto não é um deus, mas é um óptimo blogue de visita diária. Nem sempre gosto do que lá vejo. Refiro-me a algumas escolhas estéticas, a reiterados objectos de estudo e a uma certa aridez rítmica que uma ou duas secções inspiram. Mas, por outro lado, o Abrupto é um blogue situado fora do que o senso comum designa por “politicamente correcto” e reflecte o ímpeto independente e livre que, nos tempos que correm, é raro entre nós. Em Portugal há muita gente “liberta”, mas pouca gente realmente livre e afirmativa como é o caso de JPP.
Atrium Há uns dias atrás o Público assinalava a passagem do segundo aniversário do Abrupto com um conjunto de trabalhos sobre o "impacto dos blogs no debate político". (...) o Público terá querido escrever sobre "o impacto dos blogs no debate político" mas escreveu - isso sim - sobre a presença dos políticos na blogosfera (...); o 'circuito fechado' em que aparentemente vivem alguns jornalistas - demonstrado pela relevância dada apenas aos políticos (profissionais ou semi-profissionais) que usam a blogosfera como uma outra plataforma - será, precisamente, um dos factores que potencia o sucesso do formato.
A Barriga de um Arquitecto Faz sentido para alguém que pode (e quer) romper constantemente as fronteiras da blogosfera para a atmosfera. Mas porque se invoca esta capacidade de que os blogues afectem o mundo lá fora como um requisito para a sua maioridade? Os blogues não são um canal para a mediatização; são apenas o nosso monólogo interno que o resto do mundo pode ouvir; uma subscrição para o fio da consciência de cada um. É por isso que o Abrupto é interessante: não por ter eco lá fora, mas porque nos permite olhar lá para dentro, para o interior da cabeça do Pacheco Pereira e tirar de lá o que lhe vai na alma.
Abrupto Já o disse e repito: o Abrupto é o “jornal” que, desde que me conheço, gostaria de ter tido, parte da minha voz. Não a minha voz, mas parte da minha voz. Feita do ruído do mundo, do meu ruído, da fala incessante, dos quadros, dos versos, da música, das palavras, que nos faz o que somos. O Abrupto é sobre isso, o Abrupto é isso.

13 de maio de 2005

Fora do Mundo Não é preciso ser crente (como eu sou) para dizer, com veemência, que o mais importante não se passa LÁ FORA (sic) mas cá dentro. Que as paixões, ironias, tragédias, indecisões e medos são o mais importante. O mais importante não é o espaço público habermasiano. É o que se passa cá dentro.

5 de maio de 2005

5 de abril de 2005

O Posto de Escuta faz aqui uma breve pausa. Esperamos retomar a sua actualização em finais de Abril.