Blogue de Esquerda O edifício que rebentou transformou-se numa cova vertical, sobrando apenas o telhado e parte do rés-do-chão, os dois edifícios vizinhos ficaram completamente esfacelados e todos os vidros num raio de 50 metros se partiram cobrindo a rua com um tapete de estilhaços. Muitas janelas e montras até um raio de 100 metros também partiram, expondo o seu recheio a olhares gulosos, e os alarmes de casas e carros dispararam.
Teorizava-se sobre causas da explosão. Uns juravam ter visto uma coluna de fumo a erguer-se após o estoiro, sinal certo de bomba, outros garantiam que era apenas poeira a levantar. Uns apostavam nas botijas de gás, outros aventavam a hipótese do reservatório da hospedaria ao lado, um notório inimigo dos cilindros teimava nesta última hipótese. Outros, de imaginação mais fértil, falavam em bomba: engenho da guerra colonial, vingança... uns lábios murmuravam Ben Laden com sorrisos de troça e vagas esperanças de notoriedade internacional.
29 de junho de 2005
Quatro Caminhos
Quatro Caminhos E Deus Criou O Owen
Mais vale dizê-lo com todas as letras: há já uns tempos foi encontrada a Mónica Belucci das luso-hetero-blogueiras. Quais Cruise, quais Pitt, quais quê – Mr. Owen é que é. O Macho Alfa.
Mais vale dizê-lo com todas as letras: há já uns tempos foi encontrada a Mónica Belucci das luso-hetero-blogueiras. Quais Cruise, quais Pitt, quais quê – Mr. Owen é que é. O Macho Alfa.
Nariz de Ferro
Nariz de Ferro Das paredes
"Nem guerra entre povos, nem paz entre classes".
Escrita nas escadas da ETAR de Sobreiras, Porto
"Nem guerra entre povos, nem paz entre classes".
Escrita nas escadas da ETAR de Sobreiras, Porto
Impensável
Impensável Intraduzível é a discussão que se trava na Grã-Bretanha sobre o bilhete de identidade - documento que por lá não existe (ocorre pensar como viverão...) e o governo de Blair quer introduzir. Dizem os que se opõem à proposta que o BI constitui uma intolerável intromissão do governo, do estado, na privacidade de cada um. Como se traduz isto para português, para Portugal?
23 de junho de 2005
Apenas Mais Um
Apenas Mais Um: "Quase podemos aperceber-nos da opinião viva que por lá terá havido, das discussões, da exaltação talvez, da compreensão cúmplice que se abriu dos dois lados, do estabelecimento de relações intangíveis entre eles, das inimizades, mas agora tudo ali soterrado, quase sinistro, já nada é além de texto. É bom isto dos blogs serem para além da sua extinção, memória do que foram, mas acentua o sentimento de perda. Afinal as palavras continuam ali, mas falta-lhes a ilusão, já não se lêem como se escreveram, ao som dos dias."
trato-me por tu
trato-me por tu: "Assim que começam os primeiros acordes de 'West Palm Beach', dos Palace Music, sinto-me um surfista acabado de chegar a casa, sentado no alpendre de pernas esticadas, com a prancha ao meu lado, a cabeça para trás com o queixo levantado como que a conter a indecisão quanto a abrir os olhos para o sol que se põe, ou para que se mantenham fechados a segurarem as imagens do dia.
E assim fico."
E assim fico."
Nariz de Ferro
Nariz de Ferro: "Há-de ter havido festa rija na montra, orgia na loja de pronto-a-vestir. Quando, ao amanhecer, os transeuntes chegaram à Rua de Santa Catarina, os manequins ainda estavam nus, indecentes, sem pudor nenhum. E tinham, nos lábios, dúplices sorrisos de monalisa."
22 de junho de 2005
Aviz
Aviz: "Europeus, nós?
A peça da RTP sobre o falhanço da reunião de anteontem era notável: um primeiro-ministro luxemburguês condoído, coitado & tão indignado, um Chiraque condoído, coitado & tão generoso, um Blair sorridente passeando de chávena (de chá?) na mão, muito sacaninha. Eis como se explica o mundo. No final, Durão Barroso apareceu a dizer não sei o quê."
A peça da RTP sobre o falhanço da reunião de anteontem era notável: um primeiro-ministro luxemburguês condoído, coitado & tão indignado, um Chiraque condoído, coitado & tão generoso, um Blair sorridente passeando de chávena (de chá?) na mão, muito sacaninha. Eis como se explica o mundo. No final, Durão Barroso apareceu a dizer não sei o quê."
Quatro Caminhos
Quatro Caminhos: "Quando era pequena nunca vinha de carro a Lisboa, ou se vinha, vinha a dormir. Andava de metropolitano e julgava que a cidade existia em episódios. Havia o do Rossio, o da Praça de Espanha, o do Campo Grande, cada um deles preenchido com o que eu lá ia fazer. Do novelo fantasia-realidade que há nossa cabeça até aos 10 anos só me sobrou isto. O resto é demasiado concreto para não ser anacrónico."
21 de junho de 2005
Blogouve-se
Blogouve-se: “É apenas um blogue!”. A frase, assim ou de outra forma, já foi muitas vezes dita, mas serve para recolocar a questão: por que é que um blogue há-de ter um livro de estilo? Obviamente, isto não é um livro de estilo – afinal, é apenas um blogue! Então é o quê? É uma carta que dirijo a todos os leitores interessados, com um conjunto de compromissos."
Jornalismo e Comunicação
Jornalismo e Comunicação: "O consenso é um idioma através do qual a televisão secundariza o que é diferente (a ideologia) e dá relevo ao que gera adesão (o lado humano).
Miguel Gaspar, DN"
Miguel Gaspar, DN"
seta despedida
seta despedida: "Em criança, James Thurber ia perdendo totalmente a visão quando o irmão, na brincadeira, disparou uma seta contra ele, e acertou.
Há quem diga que foi este acidente que lhe estimulou a imaginação porque o impediu de viver uma infância normal, afastando-o precocemente dos colegas e dos jogos próprios da idade.
Thurber, um dia, escreveu isto:
«Humour is emotional chaos remembered in tranquillity.».
Muitos anos depois, li esta frase num horóscopo e copiei-a para um post-it que colei ao monitor do meu computador.
Mas o caos emocional persiste."
Há quem diga que foi este acidente que lhe estimulou a imaginação porque o impediu de viver uma infância normal, afastando-o precocemente dos colegas e dos jogos próprios da idade.
Thurber, um dia, escreveu isto:
«Humour is emotional chaos remembered in tranquillity.».
Muitos anos depois, li esta frase num horóscopo e copiei-a para um post-it que colei ao monitor do meu computador.
Mas o caos emocional persiste."
Terras do Nunca
Terras do Nunca: "Manuel Maria Carrilho é um monstro. Um Frankenstein político. Some-se um percurso político sem qualquer nota digna de registo (um bom ministro da Cultura, imagine-se...), umas ideias dispersas, pomposas, mil-folhas de lugares-comuns, junte-se tudo isso a uma vaidade maior que o personagem e eis MMC."
20 de junho de 2005
Hey City Zen!
Hey City Zen!: "Lembro-me do medo que ele despertava em 75. Depois passou a ser um símbolo daquilo que Portugal poderia ter sido -- Safa!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)