A Natureza do Mal II: "As pessoas tendem a desculpar a adesão de Günter Grass às SS.
- Tinha só quinze anos- dizem.
Fui ver os meus cadernos dos quinze anos onde se verteu, diário, o meu amor por P. E era inteiro, o amor. Atento, absoluto, somático, definitivo, poderoso, confiante, glorioso. Se devo ir a juízo por alguma coisa, é por ele"
23 de agosto de 2006
22 de agosto de 2006
read me very carefully, i shall write this only once
read me very carefully, i shall write this only once: "Hoje não senti a tentação de me sentar na esplanada sul-americana no canto da praça mais londrina de Lisboa, entre senhores vestidos de jornais de negócios bem vincados, perto de onde dormiram senhores embrulhados em jornais de dias (mal) passados. Não cronometrei os minutos até ao trabalho pelo relógio-termómetro, não me arrepiei com o prenúncio de dia quente nem passei sinais vermelhos. Não almocei milimetricamente entre as 13h e as 14h e não contei os últimos minutos até às 18h. Hoje não fui trabalhar."
20 de agosto de 2006
Welcome to Elsinore
Welcome to Elsinore: "Confissão
Não consigo julgar Günter Grass. Por muito que tente. Espero conseguir fazê-lo nos próximos tempos. É sempre melhor dormir de consciência tranquila."
Não consigo julgar Günter Grass. Por muito que tente. Espero conseguir fazê-lo nos próximos tempos. É sempre melhor dormir de consciência tranquila."
19 de agosto de 2006
18 de agosto de 2006
17 de agosto de 2006
ultraperiférico
ultraperiférico: "Mas onde tudo cabe, não tende a tornar-se um lugar onde nada cabe?"
As Aranhas
As Aranhas: "Na prática, o atentado foi abortado, vidas foram poupadas, a polícia demonstrou eficácia. Em termos simbólicos, o atentado não falhou. Lançou caos, aumentou o medo, legitimou o reforço da paranóia securitária um pouco por todo o lado. Não foi um atentado falhado, foi um atentado “invisível”, um atentado, se quiserem, “virtual”. Segundo nos contam, os aviões explodiriam sobre o Atlântico – ou seja, não haveria imagens, nem nada para ver, mas tudo para imaginar."
11 de agosto de 2006
9 de agosto de 2006
Miss Pearls
Miss Pearls: "As palavras aproximam:
Prendem-soltam
São montanhas de espuma
Que se faz-desfaz
Na areia da fala
Soltam freios
Abrem clareiras no medo
Fazem pausa na aflição
Ou então não:
Matam
Afogam
Separam definitivamente
Amando muito muito
Ficamos sem palavras
Ana Hatherly"
Prendem-soltam
São montanhas de espuma
Que se faz-desfaz
Na areia da fala
Soltam freios
Abrem clareiras no medo
Fazem pausa na aflição
Ou então não:
Matam
Afogam
Separam definitivamente
Amando muito muito
Ficamos sem palavras
Ana Hatherly"
sublinhar
sublinhar: "olho todos os meus livros empilhados por afectos na estante da sala. num calesdoscópio
de cores. cheiros. texturas.
aí se apertam os pedaços da minha vida. todos eles levam os sublinhados
dos meus passos. as personagens do assombro
que me habitam. como tu. talvez a solidão
seja esse vento maior que nós. sabe-se lá porquê acontece-nos. a vida escorre-nos muitas vezes
por entre
esses momentos de ausência.
tanto faz. a eternidade é um só momento. e um nome. um só nome.
(...) al berto"
de cores. cheiros. texturas.
aí se apertam os pedaços da minha vida. todos eles levam os sublinhados
dos meus passos. as personagens do assombro
que me habitam. como tu. talvez a solidão
seja esse vento maior que nós. sabe-se lá porquê acontece-nos. a vida escorre-nos muitas vezes
por entre
esses momentos de ausência.
tanto faz. a eternidade é um só momento. e um nome. um só nome.
(...) al berto"
8 de agosto de 2006
do lado de cá
do lado de cá: "Às vezes basta
uma cidade estranha,
uma língua estranha e
gente estranha
para nos sentirmos (finalmente) iguais a nós."
uma cidade estranha,
uma língua estranha e
gente estranha
para nos sentirmos (finalmente) iguais a nós."
Quatro Caminhos: "Ganhar um amigo não é fácil. Não é fácil quando se é pequeno ou se está a crescer, porque se é pequeno e se está a crescer, mas aí há tempo, e há coração aberto. Depois mudamos, muda o mundo. Há a família, os de sempre, os das escola, os do trabalho. Espaço para mais há pouco. Quando esse pouco por qualquer acaso se preenche, a despeito de preconceitos, primeiras impressões, desconfianças, há que sorrir. E brindar a cada oportunidade."
5 de agosto de 2006
4 de agosto de 2006
JoaoLuc
JoaoLuc: "O pior das fotos das férias não é sequer aquela sensação que deixam de uma saudade putinha que morde devagarinho naquele sítio das costas onde não se consegue chegar nem com uma mão nem com outra. O pior é pensar que grande parte delas só serve mesmo para nós. No dia em que nos formos, as fotos desaparecerão como as mensagens da missão impossível que se auto-destroem ao fim de dez segundos."
Quatro Caminhos
Quatro Caminhos: "Gosto dele muito a medo. Agosto nunca me trouxe paz. Enterrei dos meus, em dias destes, soube que amava pela primeira vez, também.Porque não pode ser como os outros, este mês? "
agrafo ponto net [blog: terra habitada]
agrafo ponto net [blog: terra habitada]: "É uma fatalidade: começa o Agosto e sou imediatamente infectado pelas saudades dos bons velhos tempos em que o meu maior desejo era poder vir a ser, um dia, suburbano-depressivo. Era tão bom quando tinha objectivos na vida."
30 de julho de 2006
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