19 de maio de 2003
BLOG DE ESQUERDA Naquela manhã, quando Fernando Pessoa abriu a porta do seu quarto, deparou com 25 dos seus semi-heterónimos, acotovelando-se no corredor. O grupo, sob a liderança do Barão de Teive (Bernardo Soares ficara em casa, deprimido), trazia num papel uma lista de exigências, um rol de queixas, um manifesto. Em causa, reclamavam eles, estava o protagonismo excessivo dado pelo mestre aos «três do costume»