Cruzes Canhoto! descobri esta pequena cápsula do tempo - exemplos dos despachos da censura em Portugal pré-25 de Abril recolhidos por César Príncipe no livro "Os Segredos da Censura". Seleccionei alguns dos mais estranhos, curiosos ou divertidos.
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- "Presos dois gatunos em Lisboa. Não dizer que os roubados eram turistas." (28-8-68)
- "Ciganos vendiam chá por whisky. Não dizer que os polícias andavam vestidos de fato-macaco." (29-868)
(A minha favorita! Alguém consegue arranjar uma história plausível que envolva ciganos, whisky falsificado com chá e polícias em fato-macaco?)
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- " Na posse do 2.º comandante da PSP de Lisboa - disse-se que ele já fez três comissões de serviço no Ultramar, a primeira "logo na eclosão da guerra". Ora, não há guerra. Não se pode dizer isso. Deve ter sido confusão do repórter..." (12-1-70)
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- "O Papa recebeu, no Vaticano, terroristas portugueses - CORTAR TUDO. MUITO CUIDADO." (2-7-10)
- "Telegrama de Brasília. Actores deportados. Não se pode dizer, em título, que foram presos e espancados e que assinaram confissões à força." (28-8-71)
- O Diário Popular publica um anúncio: "O que é a verdade? Quem quiser saber vá à Avenida Afonso Henriques" - CORTAR." (15-12-71)
- "Espancou a mulher e bateu nos polícias - CORTAR o bater nos polícias." (13-3-72)
(Hoje só se cortaria o "espancou a mulher".)
- "Missa na Sé concelebrada pelo bispo do Porto e 200 padres, em atitude de solidariedade - CORTAR os 200 padres e a solidariedade." (30-3-72)