The Dying Animal Adoro o Garfield. A série é um exercício de puro sadismo, um permanente furar do olho do passarinho, nos limites da verosimilhança e do non sense. Não é possível ser-se mais maldoso, glutão, egoísta, cínico. Só um gato podia ser assim.
E claro que a série é um retrato lúcido deste admirável mundo novo em que vivemos, et coetera. A anomia, o cocooning, o vazio.
E é uma crítica social: o gato gordo é o artista à caça de um subsídio do Estado, o político à caça do voto do cidadão, o arrumador de carros à caça da moedinha do condutor encurralado, o funcionário público à caça da reforma vitalícia.
29 de agosto de 2004
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