4 de setembro de 2004

Modus Vivendi Manhã de chuva sem ter que sair. O céu aberto em cinzento e anil, até ao cabo, bem a sul. As nuvens de chumbo acasteladas sobre Lisboa, o rio adivinhado em verde musgo. Muitas chávenas bem fumegantes do delicado Ceylan broken orange, ainda uma recordação a correr de um passado tornado vapor num ano de simples exaustão. O consolo de Bach, O cravo bem temperado, saído das mãos mágicas de Ton Koopman, a encher o ar sem deixar espaço para nada que não seja a harmonia.

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