17 de março de 2005

Esplanar Por muito que o negligencie, a cada vez que saio da capital torno a aprender a lição: Lisboa e o resto do País são coisas diferentes. (...) Lisboa é a Europa, o sonho do progresso, o provincianismo que, dia a dia, aprende a ser cosmopolita; é o espaço suficientemente grande para albergar de tudo, do bom e do mau; para oferecer opções e esgotar-nos de cansaço num dia qualquer. Portugal não. Portugal é o pequeno país por excelência, o breve rectângulo que se perde no planisfério, o antigo, o simples, o pobre, o rural, de vilarejo, mas verdadeiro.
É claro que não poderia viver noutro lugar que não Lisboa.

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