14 de maio de 2005
A Memória Inventada A crítica de Mexia resume-se à seguinte afirmação: "o Abrupto cria uma ficção do homem inteiramente público, do homem racional e desapaixonado, como se Pacheco não albergasse, como nós todos, traumas e rancores (visíveis a olho nu, de resto)". E então? Pessoalmente, aplaudo. Já não há pachorra para tanto estilo confessional. (...) Aqui na blogosfera, JPP pode ser "o Pacheco", mas convém ter presente que este Pacheco podia ser pai de 95% dos bloggers portugueses. Há uma incompatibilidade geracional difícil de ultrapassar. Acresce que Pacheco é uma figura pública de estilo ortodoxo, cerebral e frio. O que queria Mexia? Que JPP surgisse de repente em registo intimista e a exprimir dúvidas?
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