29 de junho de 2005

Blogue de Esquerda

Blogue de Esquerda O edifício que rebentou transformou-se numa cova vertical, sobrando apenas o telhado e parte do rés-do-chão, os dois edifícios vizinhos ficaram completamente esfacelados e todos os vidros num raio de 50 metros se partiram cobrindo a rua com um tapete de estilhaços. Muitas janelas e montras até um raio de 100 metros também partiram, expondo o seu recheio a olhares gulosos, e os alarmes de casas e carros dispararam.
Teorizava-se sobre causas da explosão. Uns juravam ter visto uma coluna de fumo a erguer-se após o estoiro, sinal certo de bomba, outros garantiam que era apenas poeira a levantar. Uns apostavam nas botijas de gás, outros aventavam a hipótese do reservatório da hospedaria ao lado, um notório inimigo dos cilindros teimava nesta última hipótese. Outros, de imaginação mais fértil, falavam em bomba: engenho da guerra colonial, vingança... uns lábios murmuravam Ben Laden com sorrisos de troça e vagas esperanças de notoriedade internacional.

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