controversa maresia aquele anúncio da fernanda serrano
a vender poupanças do BPI , usando o bebé que ainda não lhe nasceu, choca-me particularmente.
Não é novidade nenhuma que todos nós nos vendemos de cada vez que usamos o corpo ou a cabeça para ganharmos dinheiro. De certa forma, todos os ofícios são uma forma de prostituição, só que com outras partes do corpo.
Mas um bebé por nascer não é parte de um corpo: dentro daquela barriga está um ser humano que não foi tido nem achado na história e cuja qualidade de filho de aparentemente justifica a sua utilização num monólogo intrujão que simula uma conversa futura (para mais, idiota).
(...) A exposição, sob a forma de aldrabice publicitária, daquilo que aquela mulher terá, neste momento, de mais precioso, de mais íntimo e de mais frágil, é-me repugnante.
21 de janeiro de 2005
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