The Dying Animal A comemoração do Ano Novo nunca me entusiasmou. Nunca entendi o sentido destes desejos sem substância, votos piedosos de inutilidade consciente. Ao contrário do Natal, que é celebração de uma esperança milenar para os crentes, e exercício real de estima familiar para os outros.
Logo na despedida do ano velho, pé ainda levantado para entrar no novo, o desastre na Ásia vem recordar o vazio essencial das comemorações do 1º de Janeiro.
Não me refiro ao desastre em si, que, na sua bruteza própria do mundo natural, foi apenas aquilo que foi, nem mais nem menos.
2 de janeiro de 2005
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