7 de janeiro de 2026

Um ato de cidadania com raízes

 Mariana Correia Pinto, no jornal Público, relata a persistência de que Afonso Reis Cabral usou para conseguiu persuadir o ICNF a classificar uma magnólia majestosa do Porto como "árvore de interesse público":

"Afonso Reis Cabral criou uma tarefa quinzenal na sua agenda, compromisso com um “acto cívico colectivo” que decidira encabeçar em 2022 e do qual se recusava a desistir. Quando o lembrete soava, o escritor telefonava ou escrevia um email ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), insistindo na classificação de uma magnólia centenária com raízes no pátio de um prédio da Rua de São Vicente, no Porto.

(...) “Não larguei o osso”, isso recorda ele a sorrir. Agora que o final se escreveu feliz, acredita haver uma “moral da história” a retirar: “Não nos devemos deixar intimidar pelas opressões burocráticas que vivemos. Que isso não intimide actos de cidadania.”