Jornalismo & Comunicação De repente, as outras notícias eclipsaram-se e a emissão normal doi abafada pela torrente de elementos ainda fragmentários, mas cada vez configurando mais um puzzle terrível de tragédia. As vozes dos repórteres misturavam-se com gritos de pessoas e silvos de ambulâncias.
Pelas 8 horas, eu tinha a clara noção de que se fosse jornalista no activo tinha eu próprio de estar já a caminho da Redacção ou, de qualquer modo, a receber instruções do meu editor. (...) Escrever este texto é, para mim, um ano depois e sensivelmente à mesma hora, uma forma pessoal, ritual, se quisermos, de evocar o que se passou.
12 de março de 2005
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