"Neurobiologicamente, amor e o ódio são muito distintos? Parecem antagónicos, mas estudos de neuroimagem mostram que tanto o amor quanto o ódio activam áreas semelhantes no cérebro, ligadas a emoções intensas e comportamentos impulsivos. Ambos podem coexistir e até alternar-se em relações afectivas complexas. O oposto do amor, na neurobiologia, não é o ódio, mas a indiferença: esta não activa as regiões emocionais, e, por isso, representa o verdadeiro afastamento afectivo."
Luísa V. Lopes, em entrevista ao suplemento Ímpar, do Público (31/07/25).