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5 de setembro de 2025

Os desprovidos de imaginação

 Stephen King, no seu livro "Escrever":

"Em relação ao porquê de tantas das minhas histórias serem sobre temas sinistros... Isso é outro assunto. Devo pedir desculpa pelo que escrevo? Penso que não. Francisco Goya fez uma água-forte que o mostrava rodeado de criaturas fantásticas enquanto dormitava, e chamou-Ihe O Sono da Razão Produz Monstros. Sempre achei que tal sono e tais monstros são uma componente necessária da sanidade. (Espreitem a primeira frase de A Maldição de Hill House, de Shirley Jackson: ela expressa--o bem.) Histórias de terror são apreciadas da melhor maneira por aqueles que demonstram compaixão e empatia. Um paradoxo, mas um que é verdadeiro. Acredito que são os desprovidos de imaginação entre nós, aqueles incapazes de apreciar o lado negro do faz-de-conta, que têm sido responsáveis pela maioria das angústias do mundo. Em histórias do sobrenatural e paranormal, esforcei-me particularmente por mostrar o mundo real como é, e por contar a verdade sobre a América que conheço e adoro. Algumas dessas verdades são desagradáveis, mas, como diz o poema, as cicatrizes tornam-se sinais de beleza quando há amor."

4 de setembro de 2025

O segredo para uma boa descrição

 Stephen King, no seu livro "Escrever":

"A propósito, as minhas comparações preferidas desde sempre provêm das lacónicas e irónicas histórias de detectives dos anos 40 e 50 e dos descendentes literários dos escritores de livros baratos de aventura, crime e violência. Nelas se incluem «Estava mais escuro do que num vagão carregado de palermas» (George V. Higgins) e «Acendi um cigarro [que] sabia ao lenço de um canalizador» (Raymond Chandler).
O segredo para uma boa descrição começa por uma visão clara e termina por uma escrita clara, do tipo da que emprega imagens novas e vocabulário simples."