"Caminhava ansiosamente, perplexo com tudo aquilo, e por fim dei comigo numa zona plana ainda com algumas árvores. A claridade quase sem cor que surge após o rubor do pôr do sol começava a desvanecer-se. O céu azul ia ficando aos poucos mais escuro, e pequenas estrelas cravejaram, uma por uma, essa luz atenuada; os espaços entre as árvores e os intervalos na vegetação mais distante, que à luz do dia me tinham parecido de um azul enevoado, tornavam-se agora negros e misteriosos."
Excerto de "A Ilha do Doutor Moreau", de H. G. Wells (Relógio d'Água, 2017).