"Contudo, mesmo nas zonas onde cresciam mais viçosos, não se pensaria neles como perfazendo um bosque, mas sim como uma multidão de vigorosos indivíduos; e a ampla copa de cada árvore destacava-se por si mesma, como se fosse uma pequena colina, das copas das suas companheiras. Todas elas emanavam um vago e doce aroma que inundava o ar da tarde; o outono tinha já tingido as zonas verdes com tons dourados e baços; a luz do Sol ia penetrando e ateando de tal modo a frondosidade das árvores que cada castanheiro contrastava com o seu par, não em sombra, mas em luz. Por esta altura, o humilde desenhador, desesperado, deixou cair o seu lápis."
Excerto de "Os Prazeres dos Lugares Inóspitos", de Robert Louis Stevenson (Relógio D'Água, 2017).