18 de agosto de 2026

Não há adjectivos perfeitos

"Se o tempo não parou, esteve perto. Quando, às 19h30, o Sol estava quase a desaparecer trocaram-se os gritos e a euforia por sussurros. "Vai ficar de noite", avisava alguém. E ficou. Quando a Lua tapou a estrela por completo, entrou a festa. Parecia um golo. Ou a passagem de ano. Não há adjectivos perfeitos para uma situação tão única. Em Rio de Onor usaram-se "lindo", "que bonito" ou "uau" e outros que tais."

Tiago Ramalho, "Portugal viu o Sol esconder-se por 26 segundos", no Público de 13.08.26.