"Também se experimenta na caminhada aquilo a que poderíamos chamar "felicidade". O prazer obtido quando saboreamos bagas selvagens ao longo dos caminhos ou quando sentimos no rosto a caricia de uma brisa. A alegria de caminharmos e de sentirmos o corpo a avançar "como um só homem". A plenitude de sentir que existimos. E depois, a felicidade: um vale violeta sob os raios do ocaso, o milagre dos anoiteceres de Verão, em que todas as tonalidades, esmagadas durante o dia por um sol inclemente, finalmente ressurgem e respiram numa luz dourada."
Excerto de "Caminhar Uma Filosofia", de Frédéric Gros.